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Numa noite em que o frio parece ter dado algumas tréguas, poucos foram aqueles que se quiseram deslocar à República da Música para fazer parte do evento Metal Attack Round III. Ainda assim, no meio de um ambiente familiar, a opção foi a mais acertada, isto porque o leque de bandas escolhido para este certame proporcionou, de facto, uma boa noite de música.

Para primeiro round, contámos com a presença dos lisboetas Brain Dance que nos brindaram com o seu thrash metal cheio de groove e, com o seu álbum "Inheritance" de 2012 na bagagem, tinham como responsabilidade o bom arranque do evento, o que acabou por acontecer. Logo após os primeiros acordes e um bastante audível "Boa noite, Lisboa!", vociferado pelo vocalista Teen Asty (qual Dimebag Darrell!), a banda começou na máxima força com o tema que dá nome ao álbum. Logo após o forte aplauso dos poucos presentes, mas mesmo assim ruidosos, seguiu-se o tema não menos poderoso "Destination Nowhere". Com a banda sempre com um grande à vontade em palco e o público já quente, seguiram-se mais quatro temas. De destacar, "Arab Spring", um tema explicitamente social, que questiona o sentido da democracia, e que contou com a ajuda das palmas do público para, em sintonia, darem início ao mesmo. De destacar também, o tema "Soul Reaper", sendo esta uma malha nova com a hipótese de ser, segundo Teen Asty, o single do próximo álbum da banda. A ver vamos! Apesar do tempo limitado, os Brain Dance conseguiram facilmente cativar a plateia, e deram uma excelente mostra das suas capacidades, revelando que a decisão de passarem de uma banda de covers para uma banda que dispõe do seu próprio repertório foi a mais acertada. Ficamos à espera de mais novidades destes simpáticos thrashers!

Quando faltavam poucos minutos para as 23 horas, e debaixo de uma atmosfera mística, preparámo-nos para o segundo round com os migrantes Monolith Moon. Dona de um metal mais melodioso e progressivo, mas igualmente poderoso, a banda iniciou a sua actuação com "Degeneration", arrancando desde logo um forte aplauso. Seguiu-se um dos temas provavelmente mais conhecidos do grupo, "Stages of Mind Catabolism", para depois embarcarmos numa viagem monolítica, cujo primeiro capítulo denominava-se "Moonlit, Pt.1: Silentium Universi". A vocalista Sara Freitas aproveitava agora para convidar os presentes a chegarem-se à frente para se juntarem à festa.Para 4º tema estava reservado "Two Bodies Departure", uma música mais calma a puxar ao romantismo dos pombinhos (ou morceguinhos?) que deambulavam pela sala. Depois, houve tempo para a Sara Freitas anunciar que este seria o último concerto da banda até ao Verão, já que o teclista Gonçalo Costa iria fazer uma pausa até lá. De forma a findarmos a viagem monolítica, contámos com o segundo capítulo da história e o último tema da actuação, ou seja, "Moonlit, Pt.2: Fermi-Hart Recalculated". O concerto acabou com vários agradecimentos respectivamente às bandas e ao público que contribuiu com uma boa receptividade. Quanto aos Monolith Moon, apesar de terem tocado somente cerca de 30 minutos, foi o suficiente para darem bem conta do recado, destacando-se uma forte presença em palco e um  conjunto bastante sincronizado. Além disso, sabemos que a banda já confirmou o EP de estreia para a próxima Primavera. Esperamos ansiosamente por ele!

Terceiro e último round. O público estava mais que pronto para o knockout dos Legacy of Cynthia. Enquanto ecoava um intro galáctico, os membros da banda entravam em palco um a um, fazendo aumentar a expectativa. Por último, e já com a banda a destilar o seu metal, entrou o vocalista Peter Miller que, num ápice, agarrou no microfone e começou a cantar os primeiros versos de "Cain". Seguiram-se "The End Of Days" e "Seven Sins" que deram também entrada à famosa gambiarra usada por Peter Miller para os seus malabarismos cénicos. Depois de uma grande ovação, a banda continuou com "The Tale Of The Scarecrow". Agora, o vocalista parecia possuído, entrando e saindo de cena no espaço de cada música. Cada vez que regressava, parecia mais conturbado, e a banda respondia com uma descarga sonora furiosa. Depois de mais uma ovação e do tema "Dorian's Portrayed", chegara a vez do baixista César Craveiro agradecer a todos, nomeadamente organização, crew, bandas e público, pela presença, e nada como brindar a isso com um belo copo de vinho. Até final, a banda tocou mais dois temas, sendo esses "Something To Die For", o último tema do seu álbum "Renaissance", e "Lygophilic", acabando numa grande apoteose.  Apesar de alguns problemas técnicos em relação aos microfones, a actuação não se resumiu a isso, mas sim a algo que já estamos habituados com os Legacy Of Cynthia: Força, misticismo, boa sonoridade e um compromisso para com aqueles que os escutam. Mais uma vez, a banda de Sintra provou que está no bom caminho, usando o factor surpresa, na medida em que nunca se sabe o que esperar da sua actuação. E enquanto assim for, têm todo o nosso apreço.
Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Ana Carvalho
Agradecimentos: Metals Alliance