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Noite fria com um RCA Club esgotado, engalanado de negro, para receber a Locomotiva e o seu novo álbum "Mortuário", depois de 5 anos em viagem por esses palcos fora. Os reis do rock industrial nacional apresentaram, desta vez, um álbum que promete fazer história, já que tem como premissa, o facto de ser a primeira ópera de rock industrial do mundo, tendo como intuito a essência das actuações ao vivo. Para primeira parte do espectáculo, os Bizarra Locomotiva convidaram o também sombrio Charles Sangnoir, dono do projecto La Chanson Noire.

Numa atmosfera mais intimista, o músico passeou a sua voz cavernosa pelos seus temas mais conhecidos, como "Valsa De Escombros", "Fuck Me", "Água Benta", ou "O Bordel de Lúcifer", e teve ainda tempo para uma versão dos Led Zeppelin, ou seja, "No Quarter". Perante uma plateia hipnotizada, o músico mostrou-se orgulhoso por partilhar o palco com aqueles que acompanha desde miúdo e que, provavelmente, são para si uma influência, e acabou por ser a escolha ideal para aquecer as hostes negras, que retribuiram, no final, com uma enorme ovação. Quando faltavam poucos minutos para a meia-noite, os membros dos Bizarra Locomotiva entraram um a um e posicionaram-se nos seus devidos lugares. Primeiro, Rui Breton que, envolto num manto pesado e poeirento, empoleirou-se na sua bateria e ergueu os braços para incentivar o público, façanha que lhe podia ter saído cara. Depois, o guitarrista Miguel Fonseca, com a sua faceta soturna meio homem, meio-corvo, e o homem das máquinas Alpha. Por fim, surge o vocalista Rui Sidónio, como que regurgitado pelo Inferno, já possuído pelas fortes batidas de "Na Febre de Ícaro", primeiro tema do novo álbum. Depois de uma esperada reacção entusiasmada do público, a banda prossegue com mais um novo tema, desta feita aquele que dá nome ao álbum, e que parece já ser bastante conhecido dos fãs, ou escumalha, como são carinhosamente apelidados os seguidores da banda. De seguida, deixámo-nos levar pela Locomotiva até ao passado, mais concretamente até 1998, para visitarmos o álbum "Bestiário" e o seu poderoso "Gatos Do Asfalto", que pôs todos os esqueletos a abanar, enquanto Rui Sidónio traçava uma linha muito ténue entre si e o público, fixando-o no seu jeito conturbado. A viagem ao passado não ficava por aqui, já que avançámos 7 anos para visitarmos, desta vez, o álbum "Ódio" com as músicas "Buraco Negro" e "Desgraçado De Bordo", o que originou mais uma grande ovação. De volta ao novo álbum, Sidónio está agora prostrado diante da bateria, contorcendo-se em carícias intímas, enquanto sussurrava os sinistros versos "Fecho as pálpebras com a casa a arder", anunciando o tema "Foges-me Em Chamas". Segue-se o tema mais "romântico" do último álbum, "Segredos Ferrugentos", e, a seguir, viajamos até ao velhinho álbum de 1994 para homenagearmos a escumalha com o tema "Apêndices". Enquanto Rui Berton gritava em agonia, algo que acontecia de quando em vez, Rui Sidónio entregava o microfone àqueles que se atreviam a vociferar as palavras de ordem - Eu sou Escumalha! - ao mesmo tempo que os convidava a esmurrá-lo. 

O caos estava lançado, já que Rui Sidónio fazia agora parte do público, berrando no meio deste. Seguiram-se dois temas do "Álbum Negro", o primeiro "Egodescentralizado", que levou o vocalista novamente para junto do público, e "O Anjo Exilado", que contou com a participação especial de Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, e do próprio público, já que este acompanhava com "Renego, renego tudo/Renego mais que tudo!". No final, uma grande ovação e um abraço sentido entre estes dois senhores. Uma breve pausa levou o público a chamar repetidamente pela banda, a qual respondeu com mais um tema do "Álbum Negro", nomeadamente o cadente "Engodo". Ao simular a injecção de substâncias ilícitas, Rui Sidónio fazia antever o próximo tema, enquanto Alpha dava valentes goles numa garrafa que continha uma bebida espirituosa, talvez para manusear melhor a sua Keytar. Com este rol tóxico, é óbvio que estamos a falar de "Cavalo Alado". Regressados ao "Mortuário", o público acompanhava agora com palmas, os ritmos frenéticos de "Na Ferida Um Verme". Como não podia faltar neste álbum, a crítica ao status religioso, essa veio em forma de "Sudário de Escamas", onde Rui Sidónio benzia as hostes negras através dos versos lidos naquilo que parecia ser uma bíblia, ao mesmo tempo que o resto da banda fustigava os seus instrumentos numa batida compassada. Antes de uma breve pausa, aproximadamente de 5 minutos, a banda tocou ainda a fantasmagórica, mas igualmente dançável "Flauta do Leproso", e para gáudio da escumalha, que tinha o microfone de volta, "O Escaravelho". Retomados da pausa, os Bizarra Locomotiva eram agora um misto de cansaço, suor, e trevas, que presentearam os seus fãs, até final, com mais 3 temas, a saber "A Procissão dos Edipos" e "Ergástulo", ambos do "Álbum Negro", e, para que o nome do novo álbum fique bem gravado na mente de todos, "Mortuário", dedicado principalmente àqueles que contribuiram para este espectáculo. Em jeito de conclusão, estivemos perante uam actuação coesa de uma máquina que parece cada vez mais afinada, e que se mantém no trilho da inovação e da originalidade para satisfação dos amantes da boa música. 

É de facto uma banda que serve de exemplo, devido à sua dedicação e longevidade, e que se arrisca provavelmente a ter um dos melhores álbuns do ano.

Texto por Bruno Porta Nova
Fotografias por Steven Sequeira
 

Agradecimentos: Rastilho