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Dia I - 07/02/2015


Olhando de repente para o alinhamento desta primeira edição do Burning Light Fest, a primeira coisa a notar é que a grande maioria das bandas presentes nunca antes tinha tocado no nosso país, destacando este festival entre outros tantos que insistem em repetir a mesma fórmula "garantida". Correndo o risco de dar um passo maior que a perna, este festival contou com dois dias com mais de uma dezena de bandas cada um, com nomes de todo o mundo a figurar no cartaz, com sonoridades menos recorrentes em palcos nacionais, que variavam desde o Black Metal cru até ao Shoegaze mais ambiental. 

A abrir o festival, e a darem o seu primeiro concerto, os nacionais Wells Valley vieram mostrar o seu álbum de estreia editado no presente ano de 2015, com um concerto frio e por vezes desinteressante, ficando um bocado áquem das expectativas de quem já viu membros daquele trio noutras andanças. 
De seguida, ainda com aquele Sol de inverno a entrar por entre as telhas do RCA Club, os Redemptus, outro trio nacional, despertaram um pouco mais de interesse, que mesmo assim se perdeu por vezes entre algumas passagens conceptuais, que acabaram por retirar um pouco a dinâmica da actuação.

Entre britânicos e um português, os Old Skin de Manchester despejaram o seu híbrido de crust, metal e hardcore, mostrando uma coesão de notar enquanto massacravam os ouvidos dos presentes, que se começavam a juntar em maior número para presenciar esta primeira edição do Burning Light, que teve também direito aos cancelamentos de última-hora, daí seguirem-se os germânicos Implore, saltando os ausentes Mother Abyss, com uma sonoridade entre o Death Metal e o Grind, que mostraram alguma falta de coesão e dinâmica entre os membros.

E a colmatar a falha dos Plebeian Grandstand, os noruegueses Tombstones vieram surpreender com uma actuação especial, a preceder a que já estava agendada para o 2º dia do festival. Com um alinhamento maioritariamente focado no último lançamento da banda, Red Skies and Dead Eyes, foram 45 minutos de stoner, doom e trips, para contrastar com o nome que se seguia: Besta. 

Com o recente John Carpenter na bagagem, deram um dos melhores concertos deste festival, com uma actuação venenosa e demolidora comandada pelo novo vocalista da banda, também já conhecido doutras andanças, e que já antes tinha pisado o palco com os Redemptus. E a preceder esta descarga de veneno, tivemos direito ao metal progressivo com doses de sludge dos espanhóis Adrift que, apesar de toda a competência e coesão, não conseguiram impressionar.

E de Itália, agora em formato trio, e cerca de ano e meio depois da estreia no nosso país num cartaz em que não se inseriam da melhor forma, os Hierophant espalharam "Peste" e não deixaram ninguém de fora daquela violência sonora, também este um dos melhores alinhamentos do festival. Seguidos pelos companheiros de tour, os norte-americanos Mutilation Rites também não deram descanso aos presentes, com cerca de 40 minutos do seu híbrido de death/black metal com uma veia punk bem assente. Com o mais recente Harbringer na bagagem, este trio protagonizou também outro momento alto do festival, com um concerto demolidor, sem rodeios e com a duração certa.

Outro dos nomes mais esperados neste cartaz eram sem dúvida os belgas Oathbreaker, algo que foi visível mesmo antes da banda dar início ao alinhamento, com um maior aglomerado de pessoas junto às grades do RCA. Houve tempo para visitar ambos os álbuns do historial desta jovem banda, Mælstrøm e Eros|Anteros, mas deixando ainda vontade de mais, mesmo que nem um ano tenha passado desda a última visita da banda ao nosso país. E se Oathbreaker não era já suficiente para encabeçar este cartaz, seguiram-se os italianos The Secret. Com o genial Solve et Coagula na discografia, antecedido por um álbum como o Agnus Dei, este é de longe um dos maiores nomes da música pesada da Europa, ora não fizessem parte do cartel da aclamada Southern Lord Records. Com cerca de 40 minutos, algo prejudicados pelo som do PA, acabou por saber a pouco.


E para fechar a noite, também em jeito de surpresa, compensando a já referida falta de comparência dos franceses Plebeian Grandstand, os nacionais Black Bombaim vieram mostrar que, com a qualidade que possuem, não há rótulos que os limitem. Longas jams e inúmeras influências compõem o alinhamente deste trio português que veio fechar com chave de ouro esta primeira noite de Burning Light.

Dia II - 08/02/2015

Segunda ronda desta primeira edição do novo festival lisboeta Burning Light Fest, organizado pela Goodlife HQ, que reuniu mais de 20 bandas num fim-de-semana dedicado a sonoridades extremas menos exploradas e divulgadas em palcos nacionais.

A dar arranque à segunda e última parte desta maratona de mais de 10h de concertos, os portugueses Infra que, com caras conhecidas no movimento de música pesada portuguesa, vieram apresentar o seu EP de estreia, frente a um já composto RCA Club, ainda a dar sinais de um sol tardio de Fevereiro. De seguida, os britânicos Oblivionized vieram despejar o seu híbrido de death/grind com passagens a remeter para um hardcore cheio de groove, impressionando os presentes com um dos melhores concertos do festival, mesmo sendo um trio sem baixista, com energia para dar e vender. Com ainda mais peso e ainda menos um elemento (o primeiro de vários duos a pisar o palco neste segundo dia), os noruegueses Hymn fizeram estremecer Alvalade com o seu Doom arrastado e viciante, com o baterista de Tombstones mais uma vez atrás do kit.

Com uma sonoridade mais leve, os holandeses Acid Deathtrip hipnotizaram com o seu Stoner Rock carregado de heavy metal e riffs orelhudos, havendo ainda direito a uma muito aplaudida cover de Iron Monkey. E a contrastar completamente a atitude descontraída e o ambiente animado do concerto dos stoners holandeses, vieram os franceses Cowards, carregados de arrogância e ódio e a cuspir (literalmente) o seu Hardcore injectado de Black Metal, Groove e Sludge. A apresentar o novo Rise To Infamy, os Cowards possuem uma coesão de notar e um vocalista de impôr respeito, mas pecaram com a sua postura e atitude.

De volta aos nomes nacionais, os Morte Incandescente não são desconhecidos para a grande maioria e contam com alguns dos nomes mais míticos da cena Black Metal portuguesa. Com mais de uma década de carreira, mostram que não são preciso pinturas faciais e grande teatralidade para dar um bom concerto de black metal, como já é habitual deste grupo lisboeta, que mais uma vez não desapontou com o seu Black'n'Roll. E, pela segunda vez no mesmo fim-de-semana, os noruegueses Tombstones serviram mais uma dose do seu Doom carregado de Stoner, com uma postura exímia e uma performance de notar. 

E a competir com o derby lisboeta, os eborenses Process of Guilt vieram continuar com outra dose de Doom, ainda mais pesado e arrastado que os seus precessores, com o tão aclamado Faemin na calha. Uma sonoridade que não é para todos, e que também pareceu não agradar aos técnicos de som e palco que fizeram a gentileza de interromper a actuação dos "doomsters" alentejanos, cortando o pio aos guitarristas mesmo na recta final da performance, terminando assim abruptamente o alinhamento desta banda de Évora.

A elevar consideravelmente a parada, o par alemão denominado de Mantar, que o ano passado visitara o nosso país pela mão também do Bruno Boavida e da sua equipa, veio pôr em risco a integridade da estrutura do RCA Club, com o seu Doom/Sludge com toques Hardcore e por vezes a passear por campos mais Rock n' Roll, recorrendo a uma parede de som massiva composta apenas por um guitarrista/vocalista e um baterista, cheios de boa disposição, energia e carinho pelo nosso país. E mantendo a formação em duo, os suíços Bölzer despejaram o seu Black Metal caótico mas trabalhado, com riffs complexos acompanhados de um vozeirão de notar, dando um dos mais sólidos concertos deste segundo dia do Burning Light, que entrava agora na recta final.

Com uma sonoridade completamente díspar dos anteriores, os belgas The Black Heart Rebellion e os italianos Schonwald, não impressionaram os presentes, tendo estes optado por começar a abandonar o recinto, ao som de ambiências e detalhes que já se mostravam pouco interessantes para quem passou cerca de 24h dentro desta sala de Alvalade, ao longo do fim-de-semana que marcou a primeira edição deste novo festival português, que chegou ao fim com uma promessa de segunda ronda, desta feita de três dias, para 2016. 


Texto por Afonso Veiga
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Goodlife HQ