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“Notturno” veio com pré-aviso: o teaser, do tema “Kern”, já fazia antever a sonoridade obscura e incomensurável, deste segundo álbum de estúdio de Australasia, o projecto a solo do multi-instrumentista italiano, Gian Salluto.

Distante dos clichés típicos da música instrumental, este álbum de post-rock/ black metal prima pelas paisagens sonoras, extremadas por uma bateria explosiva, que não se rende às guitarras etéreas e à retro-sonoridade dos sintetizadores.
Esta é a fórmula mágica de um álbum que começa tímido mas que se expande, ao longo dos seus nove temas, com carácter individual, mas que integram, por justaposição, a incursão ao lado soturno e sensorial da “natureza que transcende a miséria humana”, proposta por Gian.

O álbum resvala, por isso, numa experiência (quase) biográfica, cuja emotividade sonora nos permite empatizar com a sua melancolia reconfortante, balizada pela audição das bandas sonoras de Ennio Morricone e pelo metal extremo da juventude de Gian.

"Notturno" é um álbum complexo, para ser experienciado como quem ouve poesia. Aliás, até Edgar Allan Poe é servido, ainda que em baixa dosagem, na segunda faixa do álbum, “Eden”.
Mas a transversalidade artística não se fica por aqui: “Haxo” e “Amnesia” apropriaram-se do enredo do filme “Hound of the Baskervilles”, de 1939, baseado no romance policial de Sir Arthur Conan Doyle (que Gian leu na infância) e cujos excertos do filme foram integrados no instrumental, numa espécie de introspecção induzida.

Por isso, “Notturno” devia trazer uma bula e a advertência expressa de que tem de ser consumido até ao fim, pela ordem indicada na “embalagem”! A audição avulsa de um ou outro tema do álbum pode comprometer a apreensão plena do imaginário Australasiano.
Ainda assim, a distinguir um tema, que seja a “Creature” e uma atenção redobrada à guitarra, a partir dos 3:37 minutos: o meridiano desta faixa e de todo o álbum, bem sugestiva do tecnicismo e expressividade de Gian Salluto. 

Do “Vertebra” (2013), o primeiro álbum de estúdio de Australasia, para este segundo trabalho, a voz foi rareando: apenas o tema “Invisible” conta com a presença fugaz, mas intensa, de Mina Carlucci, mas, refira-se, é suficiente, não desvirtua.

A experiência de “Notturno” finda com o tema homónimo, numa suave transição para a realidade, ao som de um piano magistral, que nos desperta para a genialidade do álbum. Excelente conceptualização sonora a que a imagem faz jus, pela arte gráfica de Ver Eversum.

Nota: 9/10

Review por Ângela Fontão Teixeira