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Estreia dos finlandeses Crimson Sun, que apesar de já terem uma carreira algo longa, inclusive com outras designações, apenas agora chega ao primeiro álbum. E o que é que se pode esperar daqui? Metal moderno melódico. Poderá ser uma designação muito vaga, mas é a que melhor descreve o que se pode ouvir ao longo destas 10 músicas. Sendo liderados por uma voz feminina e seguindo o padrão do que estamos acostumados a ouvir, é de esperar toques sinfónicos e orquestrais, que até não surgem em demasia, e o ponto onde somos surpreendidos agradavelmente é mesmo no peso das guitarras, que apesar de modernaço, é efectivo.

A parte do modernaço está entregue sobretudo à parte electrónica. Se este tipo de solução pode soar por vezes um lugar comum demasiado fácil de utilizar, apenas porque sim, mas neste caso, esse efeito justifica-se pela qualidade das ambiências criadas. O forte, no entanto, está mesmo nas músicas em si, que são apelativas e entram bem, mesmo que, infelizmente, não permaneçam durante muito tempo. “Eye Of The Beholder”, “Portrait Of A Ghost” e “Enter The Silence” são bons exemplos disto.

É daqueles discos que até custa a falar mal porque tecnicamente não tem nada de errado. Instrumentalmente seguro, com a voz de Sini Seppälä a brilhar sem cometer exageros ou na tentação de ir para o registo operático que nem sempre resulta, este é um trabalho que apenas peca por não conseguir cativar de forma mais forte à primeira e por não conseguir prolongar o impacto que tem ao longo da sua duração e até após a mesma. Para quem gosta das coisas mais melódicas, não será complicado dedicar-lhe algumas audições até que efectivamente fique, mas não é seguro que isso aconteça.


Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira