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Leprous é uma banda que tem uma comunidade crescente de fãs no nosso país, pelo que o seu regresso a Portugal é sempre movido com interesse e expectativa. A excelência musical dos seus trabalhos de originais também obriga a que se justifique este seguimento por parte do nosso público - como já comprovámos recentemente, "The Congregation", o último álbum de originais da banda norueguesa é um dos grandes lançamentos deste ano. O regresso dos Leprous ao nosso país é acompanhado pela estreia dos Rendezvous Point e dos Sphere. Comecemos pelos Rendezvous Point.

Para uma banda em início de carreira e que cabe a tarefa em espectáculos de abrir para outras já estabelecidas (ou em crescente sucesso, como é o caso dos Leprous), poderá ser algo complicado, já que o público nem sempre é paciente para aquilo que os separa do "prato principal", chamemos-lhe assim. Um certo nervosismo também poderá impedir a que as actuações estejam à altura das suas reais capacidades. No caso dos Rendezvou Point não tivemos isso, em absoluto. Na verdade, tivemos exactamente o contrário. A banda apresentou-se plenamente confiante e arrasou. Com um som difícil de catalogar, que tem tanto de rock como de metal como de progressivo e até de alternativo, conquistou o público desde o primeiro momento, isto quando a casa ainda estava em formação no que diz respeito à assistência.

Irreprensível em termos técnicos de um modo geral, tem que se destacar dois elementos forçosamente: primeiro o vocalista Geirmund Hansen. Tendo em conta de que é uma banda que usa sempre voz limpa, a forma como a voz de Hansen esteve em todos os momentos "lá" e como viveu a sua música e fez com que essa vida e energia passasse para o público. Segundo, o baterista Baard Kolstad, também nos Leprous, a revelar-se ainda um monstro maior na bateria do que aquilo que já conhecíamos da sua banda principal. Deu um espectáculo à parte do início ao fim do concerto, onde se mostrou bem mais solto do que nos Leprous. Mais solto e frenético. Uma banda com um álbum de estreia às costas e definitivamente a provar que ainda vai dar muito que falar. Outra particularidade desta banda é o facto de que além de Baard Kolstad tocar também com os Leprous, também o guitarrista Petter Hallaråker está a tocar nas duas bandas, pelo menos nesta digressão em que o guitarrista Øystein Landsverk não pôde acompanhar a banda devido ao nascimento dos Leprous.

Os senhores que se seguiram foram os Sphere, que nos chegam também da Noruega. A promover o seu álbum de estreia, a sua performance, apesar de também ser irrepreensível, não se revelou tão interessante, embora o público tenha reagido sempre de forma positiva de uma forma efusiva. Apesar da banda descrever o seu próprio som como metal progressivo moderno, há duas características que são notórias e elas são o djent (para quem não sabe o que o termo significa, é usado para classificar todas as bandas que tocam algo parecido com Meshuggah, embora esse mesmo termo não possa ser usado para descrever aquilo que os Meshuggah faz, pelo menos com justiça) e o metalcore. Nada contra o djent e o metalcore, até porque há bandas boas que nos surgem tanto de um quadrante como de outro. O principal problema é que ambos são ou foram modas que motivaram a procura, aposta e enjoo de bandas muito semelhantes entre si. Então os mesmo tiques que foram possíveis de ouvir na actuação dos Sphere, já ouvimos antes centenas de vezes noutras entidades e noutros contextos. Outro problema foi a semelhança que muitas das músicas tinham entre si, dando a impressão que se estava a ouvir sempre a mesma música. Claro que isto poderá ser apenas um indicador de que a música dos Sphere necessita de mais audições antes de conquistar o ouvinte. Nesta primeira audição no entanto, o impacto não foi especialmente positivo. Saliente-se que no geral, a banda foi bem recebida pelo público e que a sua prestação foi imaculada tecnicamente.

Os reis da noite já estavam prontos para entrar num palco com quatro televisores a servir de suporte visual - uma ideia bastante incomum mas não menos genial. Não é preciso gastar milhões de euros para se ter um palco com impacto visual, e os Leprous mostraram uma inteligência que a sua própria música denuncia que têm. O grande foco da sua actuação foi o já mencionado "The Congregation", o último trabalho de originais, com oito mùsìcas representadas, contra quatro de "Coal" e apenas duas de "Bilateral", o terceiro e segundo álbum respectivamente. "The Flood" caiu como uma bomba a abrir a performance e marcou a fasquia para o resto da noite. Com o público toalmente envolvido no espectáculo, malha após malha, a banda desfilou pelo palco do RCA como se fosse seu e naquela noite, e por vontade unanime de todos os presentes, o palco era realmente seu. De tal forma que a banda foi praticamente obrigada a fazer um encore quando nitidamente não o tinha planeado. Em vez de tocarem as treze músicas habituais nesta digressão, fechando com "The Valley", o público do RCA não parou de cantar o nome da banda até que voltassem ao palco para mais uma música, uma explosiva "Forced Entry". Foi engraçado ver os roadies a preparem-se para desmontar o equipamento e perante a insistência do público, olharem para trás à procura de confirmação de continuavam ou não.

Em resumo, foi uma noite de música de cariz progressivo, em três vertentes diferentes, mas todas norueguesas, e que encheu os gostos do público. Embora a casa não tenha esgotado, esteve muito bem composta para uma noite de quinta-feira e para o tipo de sonoridade em si. Estas bandas perante este público definitivamente vão querer voltar. E vice-versa.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografias por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Prime Artists