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Numa noite dedicada ao rock progressivo, o RCA Club recebeu um verdadeiro contingente nortenho, cuja linha da frente era composta pelos suecos Soen, que se fizeram acompanhar dos franceses LizZard e dos holandeses Shiverburn, estes mais distantes do prog, para juntos oferecerem agradáveis viagens sónicas.

Visivelmente animados por ingressarem numa digressão europeia tão extensa, os petizes Shiverburn foram os primeiros a subirem ao palco para praticarem, na máxima força, o seu hard rock com uma relevante dose de pop, talvez devida à vocalização de Sanne Heuyerjans, a enérgica líder da banda. Numa sala surpreendentemente composta, os holandeses apresentaram um bom leque de malhas, maioritariamente pertencentes ao seu EP "One Step Closer", editado no ano passado, e até uma versão de “Go Your Own Way” dos Fleetwood Mac. Depois de algumas tímidas ovações, a banda despediu-se com o tema "Burned Alive", deixando uma boa impressão perante os muitos que desconheciam a banda. A reter como agradável cartão de visita, fica o tema "One Step Closer", o que nos leva ansiosamente a esperar pelo próximo passo dos Shiverburn, nomeadamente "Road To Somewhere".

Vindos de França e com uma sonoridade mais pesada, quer pela via do rock, quer pela via do metal, adicionando com afinco a vertente prog, os LizZard estavam prontos para enfeitiçar aqueles que já pareciam mais receptivos ao som deste trio, que se passeou pelos seus últimos trabalhos, a saber "Out Of Reach" e "MAJESTIC", com especial atenção para este último. Sempre debaixo de uma atmosfera mística, as ovações acumulavam-se ao ritmo de temas poderosos como "Aion", "Vigilent" ou "Loose Ends", e muitas das vezes incentivadas pelo vocalista Mathieu Ricou, que se mostrou bastante comunicativo, durante toda a actuação. Depois de quase uma dezena de temas e rasgados elogios à organização do RCA e ao público, os LizZard despediram-se, deixando uma sensação de incompletude, mas que para muitos foi o suficiente para  ficarem rendidos a uma banda com um enorme desempenho e atitude em palco e que provou que, após tantas décadas, as sementes do rock ou do metal progressivo prosperam.

De volta ao nosso país, mas desta vez como cabeças de cartaz, subiam ao palco os tão aguardados Soen para aquele que seria um concerto memorável. Já com bastante incenso a pairar no ar e depois de uma extensa e melódica introdução, estava tudo a postos para receber o primeiro tema. "Delenda" pôs o público em sentido, mas foi a seguir com "Tabula Rasa" que a banda pegou nas rédeas do mesmo e nunca mais o largou, provando-se também que estavam ali os verdadeiros fãs da banda e particularmente do último álbum, "Tellurian". Sempre com uma plateia ao rubro e muito responsiva a tudo o que Joel Ekelöf comentava, a actuação prosseguia com outros temas de outros universos sonoros, como "Canvas", o que levou Joel Ekelöf a agitar uma bandeira negra, quase como se exaltasse a sua tribo. A banda estava visivelmente rendida a tais apoteoses e depois de ter relembrado a sua presença em Portugal com os Paradise Lost, elogiado o público português e os membros terem sido apresentados um a um, encaminhou-se para o final da sua actuação com "Fraccions" do álbum "Cognitive". Todavia, o público queria mais e o desejo/encore foi concedido ao som da harmoniosa "The Words", entoada pelos demais extasiados, e "Pluton". Agora, sim. A banda despedia-se debaixo de uma merecidíssima ovação - com um audível "obrigado" por parte do baterista Martin Lopez - levando muitos às lágrimas, literalmente. Não era para menos, pois estivemos realmente na presença de uma das melhores bandas da actualidade a praticar este género que, como já foi referido, perdura felizmente há décadas.

Texto por Bruno Porta Nova
Fotografias por Ana Carolina
Agradecimentos: Prime Artists