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Se o metal gótico gerou alguma aversão entre os fãs da música pesada fãs de coisas mais pesadas, também existem bandas capazes de gerar alguns consensos, normalmente por incluir o peso de outros subgéneros da música pesada. Os Draconian são um bom exemplo de uma banda que conseguiu superar com sucesso essa dificuldade ao longo de toda a sua carreira. Ao sexto álbum, os suecos não abrem mau nem um milímetro do seu peso característico nem da melodia melancólica que já faz parte do seu ADN e que não se limita à bela voz de Heike Langhans, que se estreia aqui nos álbuns de originais da banda, mesmo tendo entrado para o alinhamento em 2012. As guitarras conseguem transmitir aquele peso característico próprio de clássicos como My Dying Bride.

É certo que a dicotomia da voz feminina bela e melódica e dos guturais poderosos já está mais que vista, mas também é verdade que esse ponto sempre foi de passagem para muitas bandas, indo sempre para outras paragens mais acessíveis, pelo que é agradável ver quem se mantenha com o peso sempre bem presente. E essa dicotomia entre o peso e a melodia, entre a beleza e o desespero está bem patente aqui neste trabalho, sobretudo em músicas como "Pale Tortured Blue" e "No Lonelier Star". O facto do álbum também ter mais dinâmica do que aquilo que seria expectável também joga a seu favor, provando que para quem tem criatividade não há estilos esgotados.

Com nove músicas, todas acima dos seis minutos, este é um trabalho que agradará sobretudo a quem for grande fã de doom metal. Quando se falou em metal gótico, talvez se tenha levado ao engano algumas pessoas que pensavam que encontrariam aqui orquestrações em profusão e melodias acessíveis. O doom, esse é o grande elemento dominante, quer pelo andamento das músicas quer pela sua estética. E sendo essencialmente um álbum de doom, tem aquele encanto que só os (bons) álbuns doom conseguem ter, ou seja, pode até nem entrar à primeira - que entra - e pode até ser algo denso de absorver - que é, sem dúvida - mas têm um encanto especial que faz com que não se consiga deixar para trás, mesmo que se tente. É o caso, ou seja, promete tornar-se clássico.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira