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A questão acaba por ser o facto das músicas serem demasiado bombásticas. Demasiado..."muita-coisa-a-acontecer-ao-mesmo-tempo". Também têm um pouco um sindrome "S & M" dos Metallica, onde por vezes as orquestrações e as guitarras, baixo e bateria parece que não se conjugam da melhor forma. Juntando isso ao facto das faixas, exceptuando pela "Created To Destroy" (que também é um interlúdio instrumental e orquestral), serem todas superiores a seis minutos, estão reunidas as condições para que se tenham um daqueles álbuns que ainda não chegou a meio e já se está cansado. Tendo ainda em conta que são sessenta e oito minutos de música, o tempo começa a passar mais devagar enquanto estamos a ouvir "Kings".

Acrescentando o facto de que se trata de um álbum onde temos, aparentemente, duas histórias. O curioso é que os diversos capítulos, de ambas as histórias, surgem misturadas e por ordem diferente. Ou seja, sabemos que neste tipo de música, é complicado seguir qualquer história que seja, mas pelo menos poderíamos fingir que estávamos a seguir a narrativa. Verdade seja dita que musicalmente dificilmente existe qualquer distinção entre as diversas faixas. Apesar da riqueza inegável da música, torna-se difícil de apreciar em todo o seu esplendor sendo demasiado para que o ouvinte se consiga inteirar de uma vez só. Não fosse o facto de ser algo cansativo, poderia ser um ponto positivo. Neste caso, falta ligeiramente a paciência para se conseguir apreciar na totalidade.

 
Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira