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O death metal já tem mais de trinta anos de história pelo que nesta altura do campeonato é difícil de se ser surpreendido com algo que surja dentro do estilo, sendo que a surpresa pode vir muito mais na forma como o género é trabalhado do que propriamente em inovações. É difícil mas não é impossível. No entanto, depois aparecem coisas como este “Antimonia” que desmoralizam e que nos fazem pensar que realmente já foi tudo feito e ouvido. E ainda vai mais além. Faz-nos pensar até que aquilo que tudo já foi feito e ouvido até nem é assim nada de muito especial.

Ou seja… é grave!

Iniciando com uma intro, uma espécie de sample que aparenta ser o registo de um depoimento (resta saber se verídico ou de algum filme) de uma prostituta que matou sete homens e estava-se a queixar por causa da perseguição da polícia. Ainda gastamos algum tempo a pensar e a tentar perceber o sentido quer daquilo que a mulher está a dizer, quer do sentido de usar isto como intro, mas é neste momento em que nos apercebemos que… não interessa.

Quando a música em si começa a soar, menos interessa já que o death metal é banal, sem brilho e sem pontos de destaque. É daquelas propostas que até mesmo aos fãs do género, daqueles mesmo ferranhos, não iria garantir mais do que uma ou duas passagens, sem deixar grandes recordações. Dura pouco mais de meia hora mas mesmo assim é um martírio. Não por ser péssimo – quer dizer a produção é algo abafada e baça, mas também condiz com a composição – mas por ser aborrecidamente mediano. Há por aí coisas bem melhores que isto.


Nota: 4/10

Review por Fernando Ferreira