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Uma boa descrição para os Messenger seria uma espécie de Running Wild sinfónicos e mais voltados para a pirataria espacial do que propriamente dos oceanos. Há nitidamente certas semelhanças nos riffs e no tipo de refrão (embora bandas como Iron Savior e Gamma Ray sejam nomes que nos surgem naturalmente) mas isto tudo também não será novidade para os fãs, já que a banda alemã já tem uma carreira com mais de vinte e cinco anos, data que este trabalho, o seu sexto, assinala.

E qual a melhor forma de assinalar vinte e cinco anos de carreira? Fazendo aquilo que se faz melhor, obviamente. A banda pega no conceito do anterior álbum, “Starwolf – Pt. 1: The Messengers”, e prossegue no mesmo caminho sem fazer grandes alterações. Lá diz o povo, em equipa que se ganha não se mexe e efectivamente temos aqui muito poucas mexidas, no entanto, isso não é uma questão. No geral é um álbum fortíssimo de heavy/power metal tradicional com alguns pormenores orquestrais, como a faixa de abertura “Sword Of The Stars”.

É aposta da banda nas boas melodias, bons solos e riffs, que faz com que este álbum tenha a qualidade que tem, mesmo tendo alguns momentos mais aborrecidos (como a balada “Frozen” – que não está relacionada com o filme, se bem que uma versão desse tema poderia soar mais interessante) e outros mais estranhos (aquela parte meio satiricoperática no meio da “Pleasure Synth” faz com que o tema, que já era demasiado genérico, não ficasse melhor). O lado bom é que para cada coisa má temos duas ou três boas. Portanto, para quem vive e respira heavy metal, tem aqui mais um álbum para explorar.


Nota: 7.8/10

Review por Fernando Ferreira