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A discografia dos Boris é enorme mas mesmo assim não se compara à dos Merzbow (embora seja basicamente uma one-man-band, gostamos de nos referir a Merzbow como uma entidade colectiva. Pancadas). Se os Boris são mais convencionais na sua esquisitice, tendo trabalhos que vão desde o pop até ao doom mais monolítico, os Merzbow são a experimentação em pessoa/entidade/cena. Não é a primeira vez que estes dois monstros da música experimental japonesa se encontram. Para ser preciso, é a terceira vez e o resultado foi um disco duplo de música desafiante e, porque não, desconfortável.

Para quem conhece as duas entidades em questão, não é nada de extraordinário – não querendo afirmar que é um lançamento banal, apenas que é dentro da linha do que já lhes conhecemos – mas mesmo assim tem potencial para várias viagens, por diversas tapeçarias sonoras. Em “Farewell” temos algo bastante próximo do pós-rock psicadélico, com cheirinho a drone/doom (só a visualização desta mistura é vencedora); “Huge” continua no drone, ligeiramente opressivo em relação a “Farewell” mas igualmente prazeiroso”; “Resonance” é um pequeno jogo de percussão com o que parecem ser objectos/instrumentos de lata; “Rainbows” mergulha no shoegaze, new wave, rock indie e psicadelismo, enquanto “Sometimes” é fusão muito bem sucedida entre o doom, pós rock e shoegaze; “Heavy Rain” é um deslumbro em poderio emocional que tem de tudo um pouco daquilo que mencionámos atrás e acaba com um toquezinho noise.

Ainda temos “Akuma No Uta”, um drone doom gigantesco do qual não nos cansamos de ouvir; “Akirame Flower” é a junção perfeita entre um drone lento e shoegaze e “Vomitself” acaba com um dronezão bem ameaçador, daqueles que até dá gosto. E este é o primeiro disco.  Para o segundo disco temos os mega-épicos “Planet         Of The Cows”, “Goloka Pt. 1”, “Goloka Pt.2” e terminando com “Prelude To A Broken Arm” são puro noise, dentro da estrutura que é comum, não sendo aconselhável aos sensíveis de ouvidos. É um festim noise do mais alto gabarito, ou seja, o pesadelo para muitos daqueles que não suportam experimentalismo. É mais um festim a não perder de duas das entidades mais poderosas do Oriente.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira