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Vamos viajar? É aquilo que a primeira faixa deste "II", "Profondo Rosso", quer realmente dizer. Temos onze minutos de rock lento, a atirar para o psicadélico que faz com que apeteça ao ouvinte queimar alguma coisa para inalar. Nem que seja salsa. Mas chamar "II" de rock psicadélico é simplificar o que não pode (ou pelo menos não deve) ser simplificado. Não é que o som da banda seja complexo em termos de estrutura ou de malabarismos técnicos no que à instrumentação diz respeito. É denso. Tem várias camadas de diferentes coisas.

O já citado primeiro tema, por exemplo, começa com aquela nuance de rock psicadélico e vai crescendo até lá para metade dos seus onze minutos dispersa para algo que mistura em igual medida coisas que poderiam estar num álbum de noise rock ou de new wave/ambient, isto para depois voltar ao ponto inicial com reforçada intensidade - muito graças também à abordagem da voz. É um primeiro tema de peso que nos deixa logo fisgados. E não é um acidente de percurso enquanto caminhamos por este segundo trabalho dos suiços Forks. "Silencio", o tema que se segue, também usa o mesmo truque do crescendo, mas este é bem mais hipnótico (aquele ritmo de baixo que acompanha por quase onze minutos fica gravado na nossa psique).

"Sarah-Jane", o terceiro épico (12 minutos), é mais assumidamente rock e new wave podendo fazer parte de um qualquer grupo da vanguarda mais de trinta anos atrás. Mais uma receita para um bilhete de ida para algures no espaço. "Sunday Machine" é o tema mais curto deste trabalho e é bem directo, não deixando de ser interessante (e contendo no final uma versão extended com apenas mais alguns segundos e "Lake" é uma peça que mais uma vez vai crescendo até que se instala sem querer sair mais. Tem aquele feeling de fechar o círculo e é o tema ideal para fechar este trabalho.

"II" é surpreendente para quem não conhecia os Forks, que provam ser sem dúvida uma força a ter em conta no rock psicadélico. Grande álbum!


Nota: 9/10
Review por Fernando Ferreira