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Álbum de estreia dos Egokills que têm um som refrescante apesar de longe de original. E que nos prova que não devemos julgar um livro pela sua capa, neste caso, pela sua primeira música. "Reckoning" parece-nos uma mistura entre hard rock sleazy e o metal mais moderno, mas conforme nos chega "Lifestruck" e as suas vozes guturais agressivas com umas melodias de guitarra que poderiam estar a servir de banda sonora para um livro de crianças, teremos que atirar a toalha para o chão e desistir, já que é difícil tentar definir o que quer que seja. O facto da própria banda chamar o seu som de hippie metal também não ajuda nada.

Conforme os temas se vão sucedendo, acabamos por não ficar muito longe da primeira impressão e acaba por ser a que melhor se enquadra com aquilo que podemos ouvir aqui, principalmente pela voz que sugere mesmo aquele hard rock típico de L.A. da década de oitenta. O problema é que as músicas, na sua grande maioria, não ficam. Não colam, por muito que tentemos mandá-las à parede. Quando parece que estão a colar, elas escorregam e caem no chão - "Metamorphosis" é um desses casos, em que começa a entusiasmar mas depois depressa começa a aborrecer.

Se for apreciado sem qualquer tipo de expectativa, é um álbum agradável de se ouvir. As músicas não ficam à primeira mas são melódicas e (quase) orelhudas, mas simplesmente não chega. No final do trabalho, pouco fica e o que fica é inconsequente. Sabemos que está tudo criado e inventado e é de louvar tentativas de inovação como aquelas que foram tentadas (misturar metal mais pesado ao hard rock sleazy), no entanto é uma tentativa gorada. Havendo um caminho para o futuro da inovação da música, ele não passa por aqui.


Nota: 5/10

Review por Fernando Ferreira