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Surgiram tantas bandas dezasseis anos atrás às quais hoje em dia ninguém quer ouvir falar que até surpreende um número tão elevado delas terem sobrevivido para os dias de hoje. Os Otep talvez tenham sido uma delas, tendo surgido na explosão do nu-metal onde as editoras andavam desesperadas à procura de algo que pudesse ser os seus Slipknot, Limp Bizkit ou Korn. Todos nós sabemos como isso acabou. Em 2003 já era uma coisa que cheirava mal e mesmo os nomes grandes (ou que se julgavam grandes) viram-se à rasca para sobreviver.

Os Otep quando surgiram apoiaram-se em muito (para não dizer totalmente) no carisma da sua vocalista Otep Shamaya e apesar da boa recepção dos trabalhos "Sevas Tra" E "House Of Secrets", acabaram por estar associados a um movimento que já estava em decadência - apesar dos Otep sempre terem sido comparados a Slipknot devido às suas apetências extremas. Ora aqui a banda surge já com o seu sétimo álbum e não se pode dizer que a sua proposta tenha mudado muito daqui - basta ouvir um tema como "Equal Rights, Equal Lefts" ou o tema título para reparar nisso mesmo.

A intensidade vocal e lírica sempre foi aquilo que nos fez olhar para os Otep com outros olhos que não aqueles que olhávamos para bandas como Coal Chamber ou Static-X, para citar dois nomes díspares mas representativos da era e onda de onde a banda surge e essa intensidade surge ao longo destes doze temas. A questão é que certos tiques representativos do nu-metal também surgem aqui como até a pancada de ter a última faixa com mais de dez minutos com alguma coisa escondida, neste caso uma espécie de spoken word da senhora Otep.

Concluindo, é um trabalho que não é consensual dentro de nós próprios. Tem coisas que nos agradam tem outras não achamos a mínima piada. Acaba por ficar um pouco na mediania porque no fundo, no fundo, este foi um chão que nunca deu grandes uvas.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira