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"Safe Haven" é o primeiro álbum de originais dos portugueses Insch mas a banda não surge do nada. Com um impacto positivo na secção lisboeta da BalconyTV, onde foi considerada banda do ano e com as preferências dos ouvintes da Super FM, há uma emergência à volta deste nome que nos puxa a ele. E quando isto acontece a vamos ouvir o som, então é quando ficamos imediatamente agarrados. O seu som tem como base o rock alternativo e sim, já sabemos o que poderão estar a pensar:

"Quer-se dizer, tanta coisa a falar mal de Nirvana e Pearl Jam e Bush e afins e depois quando surge uma banda que começa a ser popular, fica-se logo rendido à primeira".

Para isto, teremos que esclarecer que não temos nada contra o rock alternativo, principalmentemente quando o mesmo se apresenta com a força deste "Safe Haven". Uma coisa é fazer a música que toda a gente faz, no meio da enchurrada, para ver se pega. Outra coisa é apresentar uma autêntica bomba que é aquilo que podemos considerar que este álbum de estreia é, com dez temas (sem contar com a curta intro "Prophecy") que nos agarram e nos fazem esquecer como as modas são cíclicas e como aquilo que foi bom anteontem, era uma porcaria ontem e volta a ser bom hoje.

Só a música interessa.

E a música aqui é muito bem tratada, assim como os ouvidos dos ouvintes. Numa era em que a música é feita por fórmulas precisas e plásticas, de pessoas plásticas para pessoas plásticas, ter um rockão destes é coisa para nos deixar meio abananados. Da intensidade de temas mais directos como "Komorebi" e "WYCMN" até à emocionalidade de outros como "Bring Me Back", "It's Yours" e "Telesphorus, este é um trabalho praticamente inesgotável. Não gostamos de tecer considerações futurísticas, mas caso os Insch tenham consistência, não há como este mundo lhes possa resistir. Uma estreia com coração e alma, tudo junto.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira