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Os Whitechapel podem ser considerados as melhores coisinhas que surgiram dentro da praga deathcore mas isso não quer dizer que sejam unanimamente reconhecidos, o que nos leva àquele ponto do quem gosta, gosta. Quem não gosta, já exige um pouco mais de trabalho e paciência, algo que a maior parte dos amantes da música actualmente, mesmo dentro do nosso som sagrado, não está para dispender. Aqui talvez a coisa esteja no meio termo, tanto para os fãs como para os demais, havendo razões para interessar que nunca encontrou nada de especial no seu som, embora aquelas características que os fizeram detestar (a eles e ao género deathcore) estejam bem presentes.

A "The Void" que tem honras da abertura deste "Mark Of The Blade" ainda consegue enganar, com alguns feelings de death metal, mas ao entrarmos pelo tema título adentro, damos de cara com aqueles riffs gingões, cheios de groove mas de pouca substância que nos irritam solenemente. A lado positivo (porque até mesmo no negativo, é possível encontrar algo positivo) é que a produção pujante faz com que estas bolas ao lado, mesmo assim, soem bem e sejam suportáveis. De outra forma, como conseguiríamos aguentar o início bem previsível da "Elistist Ones" e da "Tremors" (esta última demasiado Meshugguizada para o seu próprio bem)?

Por outro lado, podemos considerar que temos aqui a primeira balada de sempre dos Whitechapel, com a "Bring Me Home" a apresentar vocalizações limpas de Phil Bozeman que dão repentes tanto de Mikael Akerfeldt como de Corey Taylor, num tema que apesar de não ser nada de novo, acaba por surpreender e por apresentar uma nova hipótese de evolução. De resto, é como dissemos. Quem gosta, vai continuar a gostar, quem não gostou pode ficar fascinado com alguns momentos que são realmente eficazes, mas o feeling geral do trabalho é mais do mesmo, sem grandes novidades. É um álbum interessante mas ainda deathcore, e como tal esgota-nos.


Nota: 6/10


Review por Fernando Ferreira