• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Reviews Mais Recentes


Rasgo - Ecos da Selva Urbana


Terror Empire - Obscurity Rising


Painted Black - Raging Light


Wolves in the Throne Room - Thrice Woven


Celeste - Infidèle(s)


Moonspell - 1755


Battle Dagorath - II - Frozen Light of Eternal Darkness


Kalmankantaja - Routamaa


Archspire - Relentless Mutation


Tod Huetet Uebel - N.A.D.A


Benthik Zone - Via Cosmicam ad Europam ab Gelid Inferis


Acherontas - Amarta अमर्त (Formulas of Reptilian Unification Part II)


Progenie Terrestre Pura - oltreLuna


Vita Imana - El M4l


Overkill - The Grinding Wheel


Time Lurker - Time Lurker


Warbringer - Woe to the Vanquished



Akercocke - Renaissance in Extremis


Neige et Noirceur - Verglapolis


Process Of Guilt - Black Earth


Dephosphorus - Impossible Orbits


Samsara Blues Experiment - One With the Universe


Æther Realm - Tarot


Psygnosis - Neptune


Schammasch - The Maldoror Chants: Hermaphrodite


Altar of Betelgeuze - Among The Ruins


Nargaroth - Era of Threnody


Condor - Unstoppable Power


Holy Blood - Glory to the Heroes


The Flight of Sleipnir - Skadi


The Obsessed - Sacred


Necroblood - Collapse of the Human Race


Full of Hell - Trumpeting Ecstasy


Funeralium - Of Throes And Blight


Nightbringer - Terra Damnata


The Sarcophagus - Beyond This World's Illusion


Chaos Synopsis - Gods of Chaos


Farsot - Fail.Lure


Unearthly Trance - Stalking the Ghost


Daemon Forest - Dissonant Walk


The Ruins of Beverast - Exuvia


Novembers Doom - Hamartia


Funeral Tears - Beyond The Horizon



Summoner - Beyond the Realm of Light

Metal Imperium - Merchandise

.
Para encomendar, enviar email para: metalimperium@gmail.com

Concertos em Destaque

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































Queens of the Stone Age confirmados no NOS Alive'18

Os Queens of the Stone Age foram confirmados para a próxima edição do NOS Alive, que vai ocorrer entre os dias 12 e 14 de Julho de 2018(...)

Under The Doom V anuncia um cancelamento e respetiva substituição

O cartaz do Under The Doom V, que vai ocorrer entre os dias 30 de Novembro e 2 de Novembro, acaba de sofrer uma ligeira alteração. Os franceses Funeraliumoi (...)

Corrosion Of Conformity lançam novo álbum em Janeiro

Os americanos Corrosion Of Conformity estão a preparar-se para lançar, a 12 de Janeiro, o seu novo álbum “No Cross No Crown”, pela Nuclear Blast Entertainment. (...)

SWR Barroselas Metalfest revela primeiras confirmações

O festival SWR Barroselas Metalfest anunciou hoje as primeiras confirmações para a edição do próximo ano. O evento, que vai ter lugar de 27 a 29 de Abril(...)

Graveyard em Portugal - Revelada banda de abertura

Como é sabido, os suecos Graveyard vão atuar na sala Lisboa Ao Vivo, já no próximo dia 25 de Novembro. Os portugueses(...)


É redutor afirmar que Process Of Guilt seja um dos melhores nomes nacionais, pois, na realidade, são um dos poucos, na história do Metal nacional, a tentarem criar um trilho sonoro só seu, minimalmente permeável ao que vem de fora e se escuta por aí. Face a estes argumentos, a curiosidade sobre um pedaço de som novo é sempre elevada, neste caso são cinco peças que reunidas totalizam quarenta e dois minutos de música, menos crua que antes, mais audível que nunca, começando com a perceptibilidade dos vocais.

A trademark de Process está presente, logo aos quatro minutos de “(No) Shelter”, depois dos urros de Hugo Santos, e a tempestade sonora a eles associada, segue-se um minuto de calma, com uma bateria compassada acompanhada por uma linha de baixo e guitarra, que pouco depois incorrem num percurso doomíco, em que Hugo volta às vociferações: “Your body is a cage”. Com temas quase sempre nos sete minutos, onde a excepção são os quase doze da faixa título, o disco até se revela curto, quando se atinge o final do derradeiro tema e se olha para o mostrador, esperando ainda mais, “It’s not enough”. 

Um disco onde o doom vence o sludge e a harmonia derrota o caos do gutural, este “Black Earth”, não sendo um disco de ruptura, é um trabalho que sobe a fasquia no percurso do quarteto alentejano, permitindo que muito seja feito com ele, e criando expectativas que a realidade do meio musical poderá limitar. 

Nota: 9/10

Review por Emanuel Ferreira

Ao quarto álbum ficamos com a prova definitiva que a banda eborense gosta de apresentar um registo diferente a cada lançamento. Tal também serve para dizer que, para bem ou para mal, o death/doom que se ouvia em “Renounce” e em “Erosion” ficou para trás, tendo a sonoridade da banda evoluído no sentido de se desconstruir sucessivamente até um post-doom desolador e minimalista. 

Mas que não se confundam estes atributos com algo estéril. É verdade que os temas de “Black Earth” são assentes na repetição da mesma estrutura de riffs, com uma paragem feita à base de distorção lá pelo meio, mas é o carácter vincado dos riffs cáusticos e as subtis alterações que fazem de cada tema uma audição interessante, como é o exemplo da constante agressividade em “(No) Shelter” ou do tema-título, que é o que melhor exemplifica toda aquela conversa de desolação e minimalismo que já aqui foi escrita.

É hábito dizer neste tipo de coisas que “menos é mais”, mas isso seria descompensar os excelentes três discos que antecederam “Black Earth”. Este novo capítulo mantêm a qualidade da banda, a qual poderá também estar a criar uma divisão entre velhos e novos fãs, e isto porque é difícil alguém gostar tanto de uma “Becoming Light” como de uma “Servant”; o mais natural é só se gostar mais de uma do que outra dada a disparidade na sonoridade de cada tema. No fundo, as questões antitéticas e opinativas de a banda ter feito grandes músicas no passado em contraposição com a banda estar finalmente a fazer grandes músicas é completamente irrelevante e fruto dos gostos pessoais de quem os ouve. O que realmente importa é que os POG fazem o que querem e sabem fazê-lo muito bem, tanto no início de carreira como agora, quinze anos depois.


Nota: 8.4/10

Review por Tiago Neves