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A cumprir com a tradição de surpreender os fãs, os Moonspell lançaram um álbum que nos enche o coração e estremece a alma. 1755, obra lançada a 3 de Novembro de 2017, faz ecoar no espaço nacional todas as vozes que não foram ouvidas no trágico terramoto de 1 de Novembro de 1755. A banda nacional - composta por Fernando Ribeiro, Miguel Gaspar, Ricardo Amorim, Pedro Paixão e Aires Pereira – dispensa apresentações em território lusitano. “1755” conta o relato do terramoto de Lisboa de uma forma nunca antes pensada. Se achávamos que a versão ensinada nos livros de História tinha impacto, este álbum vem revolucionar o nosso pensamento.

Dá-se o cair do pano e na “Em Nome do Medo”, primeira faixa do álbum, a voz de Fernando Ribeiro faz-se sentir no conforto dos ouvidos. “Em nome do medo, do medo sem fim, na ira dos deuses, caímos enfim.” reporta-nos a forma infeliz de como Lisboa sofreu o terramoto, no qual milhares de pessoas foram sugadas nos escombros. Ao longo de 5 minutos e meio somos embalados pelo lado orquestral de Moonspell. Logo a seguir, “1755”, a musica-titulo, começa com riffs bem conhecidos dentro do estilo da banda. A voz, num tom meio rasgado, proporciona-nos uma visão heroica no que toca à nossa História (destaca-se a passagem dos 2 minutos e 40 segundos, prendada com um solo de guitarra fenomenal). Ainda nem a meio do álbum vamos - e o ouvinte que o comprove - e ficamos completamente rendidos a estes Moonspell na sua língua original.

“In Tremor Dei” acaba por consolidar qualquer dúvida em relação à essência do álbum, através de sons que nem os deuses pensaram. Desde vozes limpas que nos arrepiam, a riffs que nos arrancam o coração… é de tremer de emoção. As restantes faixas, nomeadamente “Desastre” e “Abanão”, são referências de igual importância para este álbum. A essência de Moonspell não está morta, mesmo após criações únicas – tais como “Wolfheart” de 1995, “The Antidote” de 2003, ou “Alpha Noir” (2012) por exemplo – ao longo de uma carreira com mais de duas décadas. Após temas como “Evento” e “1 de Novembro” aproximamo-nos de, se não a faixa mais marcante, das mais icónicas do álbum: “Todos os Santos”, na qual somos engolidos nas derrocadas de riffs de guitarra com qualidade e selo nacional, marcados por Pedro Paixão e Ricardo Amorim e a voz inconfundível de Fernando Ribeiro.

É caso para dizer que “todos os santos não chegaram” para salvar Lisboa, mas a alma lusa – que é tudo menos pequena – e coragem fizeram com que renascêssemos do pó. Aos Moonspell, os meus parabéns. A Portugal, os meus parabéns, somos nação valente e imortal!

Nota: 9.3/10

Review por Carolina Lisboa Pereira