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No passado dia 13 de Outubro, e apesar dos apelos alarmistas da Proteção Civil sobre a tempestade Leslie, largas dezenas de amantes de punk e hardcore rumaram às Caldas da Rainha para participar na terceira edição do Pé de Ladrão Festival.

O relógio marcava 16 e 30 quando os algarvios MEDO entraram no palco montado na sede da Associação A062, localizada nos conhecidos silos das Caldas, perante uma plateia ansiosa de dar início à festa. Logo a abrir, uma dedicatória ao Sérgio "Bifes", tragicamente falecido uns dias antes do evento, algo que iria ser recorrente ao longo de todas as prestações da tarde/noite. A fazer a sua estreia nas Caldas, a banda não se mostrou minimamente intimidada, com o vocalista Ricardo Catarro a passar todo o concerto junto ao público. Destaque para "MEDO" e "Muros da Segregação", numa clara demonstração do hardcore de qualidade a sul de Lisboa.

De Braga vieram os Without Face, trio que pratica punk hardcore, e que baseou a sua performance no disco homónimo de estreia. "Turning Point" e "Without Face" arrancou a prestação do trio, que até ao final ainda brindou a plateia com uma versão de "Fascist Pig" do álbum homónimo dos Suicidal Tendencies. Apesar de alguns problemas de som e o muito calor que já se ia fazendo sentir na sala, foi uma boa prestação dos bracarenses, que encerrou as hostilidades com "Get Off My Back".

Rápida mudança de banda e os lisboetas Systemic Violence assumem posição para mais uma apresentação do seu disco de estreia. A banda de anarko-punk iniciou o caos com "Vulture Culture" e a plateia correspondeu imediatamente, fazendo rodas de mosh cada vez mais participadas. 
O calor do recinto ia fazendo-se notar mas nem por isso foi diminuída a velocidade, com temas como "Satanarkist Attack" ou "Crapitalismo" em destaque no meio de dezena e meia de faixas, com destaque para as do mais recente EP "Anarquia-Violência".

Do Porto chegam os Vurmo e o seu punk rock tradicional, bem como uma boa falange de apoio, que foi incansável a fazer a festa. Logo a abrir, tripla passagem pela demotape de 2015, com "Dirty Pit", "No Return" e "Russian Roulette", a incendiar completamente a sala, já a abarrotar pelas costuras. Até ao final, com "Zundapp" e "Into the Night", foi sempre a esgotar as forças dos presentes.

A jogar em casa, e com uma sala já completamente abarrotada, os BAD! mostraram mais uma vez que fora da capital o hardcore está bem vivo e recomenda-se. A banda de Diogo Gatuno, o responsável pela Pé de Ladrão Bookings e o organizado do evento, arrancou com "The Bully Zone", retirado do split-EP com os amigos Sarna, uma ligação cada vez mais forte pois neste momento partilham o baixista Paixão. 
Do split tivemos a honra de o ver tocado na sua totalidade, com destaque para o hino "Hippie Hater", bem como duas excelentes versões, "Tied Down" dos Negative Approach, pioneiros do hardcore, e "No Friend of Mine" dos também norte-americanos Slapshot, antes da apoteose com "Trouble Boys".


Se existe em Portugal banda que simboliza o movimento punk tradicional, essa banda chama-se Dokuga. Oriundos da Cidade Invicta, deram um dos melhores concertos deste festival, com as suas músicas corrosivas maioritariamente cantada em português. A prestação da banda de Kisto incidiu no disco homónimo, com destaque para "Caminho do Mal" e "Estas Ruas", além de "Glória ao Vício" que encerrou o concerto. Pelo meio o excelente "Velha Senhora", do split com os conterrâneos Motornoise.

Num festival dedicado pelas bandas presentes ao Sérgio "Bifes", é importante registar a decisão do Diogo e da Pé de Ladrão de não substituir os Simbiose, escolhendo preencher o tempo dado à banda de Lisboa com faixas retiradas da sua ampla discografia, uma grande homenagem à memória do baixista tragicamente falecido semanas antes.

Os Trinta e Um vieram de Linda-A-Velha para encerrar a terceira edição de um festival que prova, a quem possa ter dúvidas a esse respeito, que é possível movimentar o underground caso haja para isso vontade. No alinhamento, os clássicos de sempre, de "Porque Eu Acredito" a "Não Há Regresso", de "Coma 85" a "Sintra", entoados em sintonia com as larguíssimas dezenas de "sobreviventes" da maratona punk. Sempre interventivo entre faixas, Goblin relembra "Bifes", e visivelmente emocionado encerra mais uma excelente atuação com os habituais "LVHC" e "Até ao Fim".

Finda a festa, a Leslie decidiu não marcar presença, e a única tempestade foi mesmo dentro de portas, mas esta não tem, de maneira alguma, consequências catastróficas! Excelente festival underground feito pela comunidade e para a comunidade, um grande passo para a Pé de Ladrão e para o Diogo, que merece todo o apoio possível para que nunca morra!!

Texto e fotos por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Organização