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Os Misery Index presentearam-nos, em março passado, com o seu 6º álbum de originais, numa fusão de crueza e maturidade a que chamaram de "Rituals of Power".

A banda de Baltimore sempre primou por um Death Metal a cheirar a século passado, com uns aromas pungentes de Crust e Grindcore, numa sopa de agressividade que esmurra o estômago de qualquer ser não preparado para a sua ingestão. E, spoiler alert, não desiludem nem um bocadinho.

"Universal Untruths" abre o álbum a um ritmo pausado (os pés do Adam Jarvis podem não concordar) de tom assertivo, com riffs grandes e vocais zangados, dando o mote para o primeiro gancho ao baixo ventre que é "Decline and Fall", uma das malhas mais nervosas, onde o Grind aparece em evidência e ainda deixa espaço para um o outro riff mais thrashy.

Também liricamente se mantêm fieis a si próprios, com temas de forte carga política e social, como é marcado em "New Salem", numa clara referência aos episódios de 1962. "New Salem" foi também o primeiro dos singles de avanço deste trabalho, e facilmente percebemos os motivos. Desde o refrão/pós refrão a pedir vocais de apoio do público em performances ao vivo, às rápidas mudanças de dinâmicas rítmicas e riffs orelhudos, esta é, sem dúvida, uma das malhas mais fortes deste trabalho.

E se, em "Hammering The Nails" experimentam tempos mais lentos e uma abordagem menos caótica, "Rituals of Power", faixa que empresta nome ao álbum, tresanda a Crust Punk e Hardcore, com o feeling D-beat a marcar o ritmo em grande parte do tema e um refrão a roçar o Beatdown. Tudo isto sem perder uma identidade bem marcada, não é fácil, pois não? Para não ficarmos de calças nas mãos, os Misery Index deixam para fim do álbum dois dos temas mais frenéticos deste full lenth. "I Disavow", o outro dos singles de avanço, provavelmente a música com um sentimento maior de urgência, com o nervosinho que nós tanto gostamos a fazer-se sentir desde as primeiras notas. E "Naysayer", a malha mais curta, mas com o Grind à espreita, recheada pois claro, de blast beats e andamentos caóticos.

É de destacar também, como elemento de confirmação de um grande álbum, a produção por trás deste. Foi gravado em vários estúdios, mas foi mixado e masterizado por Will Putney, guitarrista de Fit for an Autopsy, com um historial de produções de bandas de sonoridade mais moderna, casos de Thy Art Is Murder, The Acacia Strain, Oceano ou Suicide Silence. No entanto, esta abordagem mais moderna resultou lindamente em "Rituals of Power", não interferindo na abordagem mais old-school das músicas, mas conferindo-lhes uma maior riqueza de sons e uma dimensão que tornam este mais recente álbum de Misery Index, um sucessor à altura de clássicos como "Traitors" ou "Heirs to Thivery".

Nota: 8.5/10

Review por Jordi Lopes