
Este novo EP dos veteranos do metal sinfónico de inspiração viking surge como uma apresentação da nova formação da banda: Dominik Prykiel no baixo, Nils Kreul na bateria e Florian Ewert na guitarra. O primeiro tema, que partilha o título com o álbum é um tema que se encaixa na sonoridade de bandas como Lacuna Coil, Nightwish e Within Temptation. Com efeito, a voz de Elina Siirala é o centro da sonoridade, demonstrando uma teatralidade muito próxima com Tarja Turunen (ex-Nightwish), partilhando igualmente o próprio registo vocal e a vertente operática de uma soprano.
Seguindo-se “Hall of the Brave”, começamos por ouvir percussão tradicional e uma melodia entoada por flautas seguidas da entrada da secção rítmica, o que aumenta a dimensão do som. Aqui a voz de Alexander Krull surge com ferocidade trocando versos com Elina. No refrão entra um coro que acentua determinadas palavras tornando o tema mais operático e intenso. Aliás o recurso a coros será recorrente ao longo deste lançamento tornando os temas mais intensos, como se pode ouvir na recta final do tema.
O terceiro tema, “Until the Last Day”, assume-se como o mais sinfónico deste lançamento até agora, com uma orquestra e coro a abri-lo. Aqui, a voz de Alexander Krull é mais presente e as texturas de teclados tornam a atmosfera mais épica e bela, lembrando bandas como os Eye Of Melian ou Chaostar. Também a guitarra solo acentua o verso final da música, o que demonstra que os Leave’s Eyes conseguem criar arranjos simples mas cativantes.
Quando chegamos a “Roots Eternal”, o último tema, somos surpreendidos por um arranjo mais simples, começando apenas com a voz de Elina acompanhada por piano, pontuada por outras vozes femininas (a bateria e baixo entram pouco depois). O solo de guitarra quando surge, na semelhança de power ballads de bandas como os Scorpions da seguinte forma: curto, épico e intenso.
No seu todo, este EP é um lançamento interessante em termos de arranjos e sonoridade demonstrando que as mudanças de formação dos Leave’s Eyes não afectou a coesão do grupo pois todos os músicos tocam como se tivessem anos de experiência a tocar juntos.
Nota: 7/10
Review por Raúl Avelar











