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Nili Brosh - "Eventide" Review

Nili Brosh logo com o single “Pastel Dreams” parece seguir a escola de Joe Satriani no que toca à forma como aborda a guitarra: solos melodiosos e cantáveis ao invés de um recurso exagerado ao virtuosismo, que aqui está presente ao serviço da composição. Trata-se de um tema cheio de groove e dançável. Com efeito, esta guitarrista já partilhou o palco com aquele numa edição da tour G4 (tour promovida por Satriani que costuma contar vários guitarristas de alto calibre, cada um com o seu set a solo).
Segue-se-lhe “Lavender Mountains”, um tema mais suave, pop, com guitarras acústicas a dar o suporte harmónico e uma secção rítmica segura e sólida. Aqui, os acordes são pontuados pelos teclados de Alex Argento. O terceiro tema, “Losing Grip” faz-me lembrar o rock dos ZZ Top, mais directo e intricado a nível dos motivos melódicos escolhidos por Nili Brosh. Por sua vez, “Estranged” é um tema electrónico, ao passo que “Tip The Cap” é acústico, com um acordeão a contribuir com a melodia.
O disco reúne em si vários géneros, demonstrando a facilidade com que esta guitarrista se entrega a diferentes géneros de música, desde o rock (“Pastel Dreams” e “Losing Grip”), ao pop (“Lavender Mountain”), passando pelo jazz fusão no estilo dos Snarky Puppy (mais precisamente no álbum We Like It Here), ou até Jaco Pastorius (por exemplo, “Every Player Wins”, que se destaca pelo uso de percussão e uma veloz secção rítmica).

Eventide é, em si, um álbum instrumental que, ao abranger vários géneros musicais, poderá agradar tanto a fãs de guitarristas virtuosos como que a ouvintes que apenas queiram ter um álbum bem conseguido e executado na perfeição. Concluindo, temos temas tanto intricados como simples, por exemplo, “Take You On” parece um tema de abertura de uma série de televisão animada: enérgico e orelhudo, por um lado, por outro lado temos “Song For Hope” que é mais uma balada: melancólica e terna. 

Nota: 8/10

Review por Raúl Avelar