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Motas, cerveja, gente gira e o melhor heavy metal que já foi feito na Terra. Se existe um paraíso, passou pelos Algarves na semana passada… Os Iron Maiden regressaram ao sul do país 18 anos depois. O maestro da banda, Steve Harris, já tinha anunciado que o concerto iria ser essencialmente dedicado ao último álbum, The Final Frontier. É compreensível que assim seja. Uma banda que fez alguns dos maiores hinos da história do heavy metal não pode tocar apenas o seu repertório velhinho. Sofrem uns, alegram-se outros, mas foi esta a vontade do mestre-de-cerimónias da banda. Assim seja.

Começava a anoitecer no recinto quando se ouviram os primeiros acordes de Satellite 15. O calor e a poeira já tinham feito correr muitos dos presentes para as bancas de cerveja, mas a sede pela banda começava finalmente a ser saciada! E a multidão respondeu em uníssono ao chamamento! Braços no ar, gritos e a atitude esfuziante de quem está perante heróis imortais. E o sexteto entrou em palco com a energia habitual! Seis cinquentões que se divertem a valer sempre que tocam, apesar de já terem actuado ao vivo milhares de vezes. Cada vez é uma vez nova e eles dão tudo o que têm e podem. E é imenso…Despacharam a Satellite 15 com perfeição. Todas as músicas de Maiden primam por uma série de pormenores fabulosos que, incrivelmente, nunca são descurados em palco! A música estava toda lá, com aquela minúcia, com aquele ritmo e aquelas melodias que já se entranharam nas nossas almas. Seguiu-se mais uma do novo álbum: El Dorado. Novamente, perfeição em palco. A multidão delirava, mas percebia-se que estava a pedir aos Maiden temas antigos. E deram-nos 2 minutes to midnight! Apesar de as novas músicas serem excelentes, nunca poderão ombrear com clássicos como este. Um coro incrível soltou-se das gargantas, e no refrão milhares de vozes entoaram a música com a banda. Regresso ao novo álbum: The Talisman. Depois do clássico, soube a pouco, e notou-se um pouco na atitude do público. Esperava-se outro clássico, talvez. Mas Steve Harris tinha-nos avisado… e continuaram no último trabalho! Coming Home, uma música excelente que não entusiasmou muito o público, ansioso por outros tempos. De seguida, deram-nos Dance of Death, talvez a melhor música do álbum homónimo. O público arrebitou e cantou com a banda a música quase toda. Pareciam estar de novo a regressar ao passado… De repente, The Trooper!!! Uma enorme exultação recebeu o inconfundível começo deste hino! O público cantou a música de fio a pavio, e os aplausos no final revelaram bem o reconhecimento por esta prenda. E duraram bastante… seguiu-se Wicker Man, de Brave New World. Não tão bem recebida como The Trooper, mas o público tornou a acompanhar a música com entusiasmo. Continuaram com o admirável álbum e ofereceram-nos Blood Brothers. Os presentes ansiavam por temas mais antigos, mas os Maiden optaram por repetir o álbum. E regressaram ao presente: When The Wild Wind Blows, a última música de Final Frontier. Pareciam estar a anunciar o começo do começo… E assim foi! The Evil That Men Do foi recebida como uma bênção pelo público, que entoou a música com arrebatamento e devoção. Uma grande música de 7th son que não costuma ser tocada ao vivo muitas vezes. Um longo aplauso fechou o último acorde desta malha. Seguiu-se Fear Of The Dark. O público, em delírio e completamente rendido, gritou a música até à exaustão. Sem dar tempo para aplausos, a banda deu-nos Iron Maiden. Um hino dos hinos, cantado a plenos pulmões por todos os presentes! E o espectáculo acabou… elevou-se um enorme clamor e o público chamou a banda. Palmas, cânticos, gritos de “Maiden, Maiden” durante alguns minutos. Até que se ouviu "woe to you oh earth and sea"… Gritos esfuziantes, alegria incontida e outra música que Bruce nem precisaria de cantar, tal a devoção do público. A besta estava mesmo à solta… Terminado o número, as inconfundíveis pancadinhas nos pratos de Nicko elevaram ainda mais o êxtase do público. Hallowed Be Thy Name foi recebida de corpo e alma. Talvez tenha sido o ponto (mais) alto do concerto. Uma música imortal, sem dúvida… E fecharam com o endiabrado Running Free. O público, rendido, respondia às solicitações de Bruce e de toda a banda. Uma música com mais de 30 anos a fechar um concerto de sonho.

Muita gente não arredou pé na esperança de ver a banda a voltar ao palco, mas começou a ecoar Always Look on The Bright Side of Life, dos filmes dos Monty Python, e a multidão percebeu que o concerto de antologia estava realmente encerrado. Havia um compromisso em Madrid no dia seguinte e o tempo não perdoa… Seguiram-se mais uns espectáculos no recinto, mas nada que se compare à actuação dos Iron Maiden.

Iremos recebê-lo sempre assim e em toda a parte. Onde quer que seja, irão sentir-se em casa. E eles irão dar-nos tudo o que têm, como sempre fizeram. A sua casa é o planeta Terra, um lar enorme que irá sempre receber os filhos pródigos de braços abertos…


Texto por Pedro Cotrim
Fotos por
Dj MrKool - Repórter da Metal Imperium/Dj oficial do Vagos Open Air/Apresentador da concentração Motard de Faro