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Mangualde, a casa do mais antigo festival de metal em Portugal, recebeu neste nascer de ano mais uma edição do Hardmetalfest. O XVIII capítulo de uma história que deve orgulhar a comunidade metaleira, pelo amor à camisola de uma organização que não desiste de levar o som eterno ao interior, desenrola-se ao longo de todo um dia repleto de excelentes bandas, de bom ambiente, de muito público e de insaciável sede. O cartaz contou com onze bandas (dez nacionais!) e desde cedo se percebeu que este seria um dia de alto nível para todos os que se deslocassem ao C.C. Santo André. Outro clássico destas paragens é o frio, que marcou mais uma vez presença sem pagar entrada, ainda que tenha aparecido menos furioso do que no passado. A meio da tarde, tudo estava pronto para arranque da maratona.


Os Processing Cut Mode, praticantes de um Death Metal envolvido por várias influências, tiveram a sempre complicada tarefa e, garantidamente, o orgulho de abrir as hostilidades numa sala que se foi compondo calmamente, mas que acolheu muito bem um quarteto pouco conhecido para a generalidade dos presentes. Deixaram uma imagem interessante e revelaram boas ideias a serem aprofundadas no futuro.


Havia muita expectativa pelo concerto de Raw Decimating Brutality, vulgos R.D.B., dado ser uma das bandas de referência do Grindcore nacional e, como é sabido, esse ser um género que funciona muito bem ao vivo, empurrando para o bailarico até aqueles que têm outras preferências. A brutalidade sonora impingida não desapontou, e temas como “As Porcas Vinham Trocadas” marcaram definitivamente o arranque de mais uma grande edição do Hardmetalfest.


A organização do festival está a cargo de membros dos Angriff e, assim, é justo que também eles tenham a oportunidade e o prazer de oferecer uma boa dose de Thrash Metal, após tanto trabalho para que tudo isto fosse possível. Iguais a si mesmos na atitude, de registar apenas uma pequena – grande – alteração no seu line up, com um novo vocalista a emprestar uma voz mais rasgada do que aquela a que estávamos habituados. Agradará mais a uns que a outros, mas esta variável encaixou bem na fórmula dos Angriff. “Angel Of Death”, de Slayer, foi uma agradável surpresa.


Se lá fora a noite caía, lá dentro as luzes baixavam; e foi em ambiente de pesar que seguiu o evento. Escuro, denso, emocional, intenso e trágico, foi assim o concerto dos Desire. A banda lisboeta provou estar em grande forma, naquele que foi considerado por muitos, um dos melhores momentos do dia, colocando a fasquia num patamar de respeito. Foi notória a simbiose banda/público, com muitas cabeças a rolar lentamente, enquanto o desespero sonoro dos Desire asfixiava quem se deixara envolver pelo mesmo.


Seguiu-se uma instituição do extremismo musical, os Grog, banda que cada vez que sobe ao palco trata de oferecer ao público uma sessão de violência com escassa concorrência no nosso país. Com um recente último álbum, a banda foi percorrendo os vários registos e abatendo a barreira sonora sem apelo nem agrado. Não vá a profecia dos Maias concretizar-se, os Grog têm de deixar cá todas as suas forças em cada oportunidade que lhes é concedida.


Esperava-se muito movimento quando os For The Glory iniciaram a sua actuação, pois era a vez de outra referência nacional tomar posse, desta feita do Hardcore. A banda, sempre enérgica como é apanágio do estilo, não fez nem mais nem menos do que o habitual, criando uma ligação estreita com os fãs que, respondendo sempre à atitude descomplexada vinda do palco, acabaram por reter algumas forças para serem gastas mais tarde.


Num cartaz extremamente ecléctico, que contou com praticamente tudo o que mereça ter “Metal” na designação, também o Black se fez representar, neste caso pelos Corpus Christii. Na bagagem trouxeram o novo «Luciferian Frequencies», mas naturalmente não esqueceram alguns dos temas que ajudaram a internacionalizar a banda: “Crimson Hour” é só do melhor que pode haver, “Stabbed” é ódio em estado puro, a sempre aguardada “Penetrator” com destinatárias, ou “All Hail Master Satan” com colaboração especial de Eternity. O resultado foi uma aparição imponente e triunfante.


Outro dos bons nomes anunciados para esta edição foi o dos Heavenwood, autores de um dos discos mais aclamados de 2010, «Abyss Masterpiece». Com passagens de Anathema e Paradise Lost a correr pelas nossas mentes, os Heavenwood têm muito a ganhar tocando em espaços fechados e mais intimistas, como foi o caso, arrebatando o público para o seu lado desde o primeiro momento. Concerto muito profissional, de grande entrega e que agradou a todos.
Foi já no último terço da noite que a banda mais experiente deste cartaz tomou as rédeas do evento.


Os Tarantula, nome mítico do nosso Heavy Metal, mostraram que ainda têm algo para dar perante uma sala com muita gente para os ver, particularmente ao expressivo guitar hero Paulo Barros, sem desprimor para com os restantes músicos. Bem dispostos, comunicativos, harmoniosos enquanto colectivo e tocando alguns clássicos cantados por todos, como «You Can Always Touch The Sky» ou «Face The Mirror», deixaram uma boa opinião na generalidade dos fãs, alguns algo desconfiados.


Os Witchburner eram os únicos a não falar português, e com um inglês por limar, puxaram pela linguagem do Thrash Metal germânico, que tão bem falam, para dar o concerto mais devastador do dia. O novo vocalista, forte motivo de curiosidade para quem já tinha visto a banda com o Mayhem, esteve à altura do desafio mostrando-se uma aposta acertada. Arrancar com “Possessed By Helfire”, seguida de “Invisible Violence” e passando por “Grave Desecrator” e “Blood Of Witches”, entre outras descargas metalúrgicas contidas numa setlist virada para a velha guarda, só podia deixar um rasto de destruição no recinto, em que corpos se derrubavam como peças de dominó e a sujidade alemã invadia as suas almas. Intensidade e possessão, como poucas vezes se vive, seria uma excelente forma de fechar a noite, embora essa tarefa estivesse a cargo de outros.


E os outros são os Bizarra Locomotiva, sem margem para dúvidas uma das bandas mais apreciadas entre os metálicos e os que circundam o meio. A espera foi relativamente longa, mas percebe-se que a imagem que trazem para o palco não se construa em dois minutos. Ao longo de toda o dia o som esteve muito bom e aqui não foi excepção. Talvez a voz estivesse ligeiramente acima do suficiente, mas a maquinaria esteve bem afinada e a energia típica não conheceu reservas. «A Procissão Dos Édipos», «Ergástulo» e «Êxtases Doirados» foram momentos altos de um belíssimo concerto a que vale sempre a pena assistir. Se o evento acabava de forma perfeita com Witchburner, não se pode dizer que tenha acabado menos bem com os Bizarra Locomotiva.
Esvaziaram-se os últimos copos, apertaram-se os casacos e foi já em tom saudoso que dissemos a Mangualde “até para o ano!”.


Texto por Carlos Fonte
Fotografias por Inês Fonte

Agradecimentos: Rocha Produções