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Descendo a Praça da Alegria, o panorama não era animador. A rua era um deserto, e à porta do Ritz Clube apenas meia dúzia de pessoas aguardavam calmamente que, lá dentro, o evento se iniciasse, o que aconteceria quinze minutos depois da hora anunciada. A dupla nacional CUT e O Quarto Fantasma, revelar-se-ia um mote eficaz para que os headliners Sardonis, colocassem as paredes e chão em causa, em definitivo (compreendem certamente o carácter desta ideia; o Ritz não é inseguro, podem ficar descansados). 


E foi perante uma plateia algo morna e mais próxima do bar do que do palco, que um nome que vem reunindo uma interessante gama de elogios à sua volta – os CUT –, entrou em acção. O stoner/sludge deste trio, vocalizado por Nuno Rodrigues (WAKO), explicou o porquê da curiosidade que levanta entre os apreciadores da sonoridade e não só, deixando no ar uma promessa de potencial a ser explorado. De destaque, e logo para atropelar corpos, “Vessels” é o peso pesado que determina o nível alto de todo um concerto, reclamando atenção para os tempos próximos dos CUT.




A noite havia começado bem, e a expectativa que terminasse em grande era alta, mas pelo meio surgiu ainda O Quarto Fantasma, mais experimentalista, que com outros trinta minutos de qualidade e ideias, deu continuidade à ascensão da barreira de som que estávamos a contemplar. Com a particularidade de contarem com um megafone, para onde eram debitadas algumas palavras, a banda apresentou momentos, harmonias e dinâmica muitos conseguidos que, a avaliar pela reação do público, foram recebidos com agrado e interesse. Foi notório, igualmente, o à vontade, dedicação e ligação dos três membros ao que estavam a tocar, o que é sempre positivo de assistir.





As hostes estavam aquecidas, com uma digna representação nacional, mas faltava colocar a cereja no topo do bolo. Olhemos para o fruto como uma explosão sonora, unicamente instrumental, que veio da Bélgica e foi trazida por apenas dois senhores – a cereja acabou por ser colocada no local destinado, apenas com o “senão” de se poder esperar um concerto mais longo – rondou os quarenta minutos. O duo (onde o baterista Jelle assumia uma expressividade algo esquizofrénica) visitou os dois registos de originais, abrindo com a densa “Burial of Men”, passando por “Entering The Woods” que tem um riff base estranhamente familiar, a asfixiante ”The Drowning” e, já numa segunda espécie de encore, a curta e imparável “Thor” que, se dúvidas ainda existissem, tratou de as dissipar. Grande (não na duração) concerto, de uma armada belga, que fez por merecer o apoio dos presentes. Aliás, extensível às bandas nacionais. 

                                     (ver mais fotografias de SardoniS)


Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Joana Soares
Agradecimentos: Carc Produções