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O dia 7 de Junho marcou o início da primeira edição do Rock no Rio Sado, um festival de rock e metal, que se realizou no Parque de Santiago, local onde acontece anualmente a bem conhecida Feira de Santiago, em Setúbal. Já há muito que fazia falta um festival de rock desta dimensão a esta importante cidade do nosso país, evento que trouxe a Setúbal logo na edição de estreia, ao longo dos três dias, nomes como Moonspell, RAMP, Grog, UHF, Alcoolémia, Noidz, entre outros. É um festival dedicado a 100% às bandas nacionais, o que a organização não se cansou de referir, quer durante a fase promocional que antecedeu o certame, quer na apresentação do festival, que contou, para além da presença dos membros da organização, Pedro Gomes e Carlos Oliveira, da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.

As honras de abertura do festival ficaram a cargo dos Low Torque, banda de rock n' roll / stoner rock que conta nas suas fileiras com nomes conhecidos do underground, como Arlindo Cardoso (ex-WAKO) e Marco Resende (ex-Scar for Life). De facto, este quarteto é formado por músicos extremamente competentes, e mostraram uma energia contagiante em palco, para o pouco público que estava presente, com um set baseado no seu auspicioso álbum de estreia homónimo. Uma banda a seguir atentamente no futuro e que deixou uma impressão muito positiva neste festival.

Neste dia que era o mais pesado do Rock no Rio Sado, passámos da banda mais 'calma', para a mais extrema de todo o festival. Os Grog são, de facto, um dos expoentes máximos do metal extremo em Portugal e debitaram tema atrás de tema, numa actuação demolidora de cerca de meia hora. O público não era em grande número e muitas das pessoas presentes tinham os ouvidos virgens no que ao grindcore e death metal brutal diz respeito, e os Grog podem nem ter tido a receptividade habitual dos festivais dedicados exclusivamente ao metal, mas também não se pareceram importar muito com isso, não sacrificando um grama da sua brutalidade e intensidade. Um dos momentos que marcaram o concerto foi a homenagem ao recentemente falecido Jeff Hanneman, dos Slayer, com o tema "Necrogeek (The Doctor's Diary)".


Para a segunda metade deste dia estavam guardadas as actuações de mais dois dos maiores nomes do metal nacional, os Moonspell e os RAMP, o que demonstra que a organização do evento apostou em força no cartaz da primeira edição do festival, que tinha tudo para dar certo e levar ao recinto um grande número de espectadores, o que não se verificou. Tal poderá ser explicado devido ao mau tempo que se fez sentir naquele dia, ao jogo da selecção nacional de futebol que certamente fez com que algumas pessoas menos fanáticas pela música ficassem em casa e outros cartazes musicais também apelativos que aconteceram noutros locais.

Mas apesar do público não ser numeroso, os RAMP não se ressentiram e deram um fantástico concerto durante mais de uma hora. Além dos grandes discos que formam a sua discografia e em que alguns deles marcaram o metal nacional, a banda da margem sul do tejo é também uma das que melhor sabe dar um verdadeiro espectáculo e a entrega da banda é sempre a mesma, quer esteja a tocar num Rock in Rio, Optimus Alive, Ozzfest, na abertura de um concerto dos Metallica, eventos onde já actuaram, ou num concerto numa qualquer pequena sala deste país. Contrariamente a alguns desses eventos em que a banda não teve muito tempo para tocar a sua música, aqui houve tempo para muitos temas. Não faltaram temas emblemáticos como "All Man Taste Hell", "Black Tie", "Hallelujah", "How", assim como a bem conhecida balada "Alone", que Rui Duarte dedicou à sua mãe. Para o final estavam reservadas as covers habituais: "Anjo da Guarda", "Walk Like An Egyptian" e "Try Again". 

Estava prometida por parte da organização uma setlist alargada, naquela que era a estreia dos Moonspell em Setúbal, e assim foi, com cerca de duas horas de actuação. Houve tempo para vários temas do mais recente álbum da banda, "Alpha Noir", com destaque para "Em Nome do Medo", que já se tornou um tema emblemático para os fãs, assim como "Axis Mundi" e "Lickanthrope". Não foi o concerto da banda mais participado por parte do público e Fernando Ribeiro apercebeu-se disso e tentou puxar pelos presentes, mas a reacção não foi tão efusiva como o habitual. No entanto a banda foi profissional e deu um concerto fortíssimo, nas duas horas planeadas e, além dos temas mais recentes, tocou clássico atrás de clássico: "Alma Mater", "Full Moon Madness", "Vampiria", "Mephisto", "Opium", "Nocturna" e a surpresa "Atægina", entre outras, abrilhantaram um concerto que correspondeu às expectativas elevadas dos presentes.

A organização do Rock no Rio Sado está de parabéns, pela coragem demonstrada em apostar num cartaz completamente nacional, ao qual poderia a nosso ver adicionar mais duas ou três bandas em cada dia numa edição futura, de modo a dar oportunidade a mais colectivos portugueses de mostrarem o seu valor. Também temos a destacar o óptimo local onde se realiza o evento e as excelentes condições providenciadas para os visitantes, dignas de um festival de topo, que é aquilo com que esperamos que o Rock no Rio Sado se torne futuramente.

Texto por Mário Santos Rodrigues
Fotos por Diana Fernandes
Agradecimentos: Rock no Rio Sado