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Noite de Quinta-Feira. Baixa lisboeta. Num dos esconderijos da cidade onde a noite é sempre uma criança, e por estes dias tingido de rosa, as atenções da cor negra estavam centradas à porta do Sabotage, onde as pessoas iam chegando a conta-gotas à medida que o início do evento encabeçado por Jucifer, coadjuvados por A Tree of Signs, se aproximava. Ao som de Led Zeppelin, a casa foi “enchendo” e as suas pequenas dimensões garantiram uma sempre apreciável intimidade entre músicos, público e amplificadores. 

Quando N.H.,  Ricardo Remédio (teclista em algumas datas) e Pedro Almeida subiram ao palco - talvez a palavra “subir” seja exagerada -, e fizeram soar os primeiros sons da noite, rapidamente se percebeu o que lá vinha.  Uma cobinação de Stoner, Rock e Doom bem ao estilo da velha escola, cheia de peso, patrocinada essencialmente por um baixo…bem alto, e uma bateria que aceitou ser vítima da bem-vinda impetuosidade, e pouca misericórdia, de Pedro Almeida. Na voz, a performance de Diana Piedade de modo algum situou-se em  segundo plano. A sua capacidade vocal e presença são reconhecidas, assentando no projecto que nem uma luva. Durante cerca de quarenta minutos, o quarteto brindou-nos com temas do primeiro EP, bem como de uma próxima proposta a ser editada ainda este ano. Para memória futura, resumidamente, fica uma prestação bem interessante de um projecto a ser tido em conta nos próximos tempos.

Não demorou muito até que o casal da noite começasse a ameaçar a estabilidade do Sabotage. Se há bandas que, ao vivo, desafiam as barreiras do som e emprestam à sua música toda uma potência que nos esmaga o peito e conduz à exaustão, os Jucifer são definitivamente uma delas. Amber Valentinena guitarra e voz, e Edgar Livengood na bateria e voz, igualmente, dividiram entre si de forma absolutamente equilibrada e oleada, o protagonismo ao longo de quase uma hora, envolvidos pela cor do inferno e devotos fãs diante de si. Uma hora dos diabos, uma autêntica bomba relógio pronta a explodir a qualquer momento. Duante os temas, Amber colocava uma pedra sobre a sua simpatia, dando lugar a uma violenta exploração das cordas, e a um curvar que parecia funcionar sempre como uma injecção de poder em cada nova investida. Já na bateria, Edgar tratou de não baixar o nível, e com toda a força que tinha foi destruindo baquetas, mas garantindo de princípio a fim uma experiência sensorial brutal, que ficará numa redoma de vidro por muito tempo. Foi alto, foi muito alto, mas todos sobreviveram a este raro ataque sonoro. Para um concerto soberbo, as palmas merecidas.

Texto por Carlos Fonte
Agradecimentos: SWR Inc e Carc Produções