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Os God Is An Astronaut voltaram ao nosso país no passado dia 9 de Outubro (a primeira de duas datas em solo nacional, sendo a primeira na sala TMN ao vivo e a segunda no Hard Club) fazendo parte da digressão europeia que tem percorrido toda a Europa em apoio ao último álbum de originais, "Origins". O grupo irlandês tem uma boa legião de fãs no nosso país, por isso seria expectável de que a casa estivesse bem composta, apesar da crise e mesmo sendo uma banda que, apesar do seu potencial comercial não é propriamente... comercial. As expectativas não foram defraudadas sendo que antes da data indicada pela organização como início, o espaço em frente ao palco já estava praticamente cheio.



Para começar a fazer a música a soar foram escolhidos os Quelle Dead Gazelle, um duo nacional composto por Pedro Ferreira na guitarra e Miguel Abelaira. Começaram a actuação com o primeiro tema do EP lançado em Abril deste ano, "Lion Meets Gazelle" que conquistou por completo todos aqueles que estavam ávidos por post-rock, sendo que esse é apenas um dos elementos que compõe o som do grupo português, tendo muito de experimental e até algum jazz. A transposição do som de estúdio para o palco não sofreu em nada, o que de certa forma não deixou de ser impressionante. A costela experimental não deixou de ser um pouco difícil para absorver para os fãs que estavam desejosos por ouvir os God Is An Astronaut. A banda portuguesa, sabendo disso, agradeceu de forma algo tímida e por mais do que uma ocasião, a oportunidade de poder abrir para a banda irlandesa. Apesar de alguns momentos em que aquele que não conhece os Quelle Dead Gazelle andou de certeza perdido no meio da sua sonoridade característica e muito própria, foi uma escolha que se revelou à altura da posição que lhe foi concedida.




Após aquilo que pareceu uma eternidade (não só quanto à espera decorrida entre as actuações mas sobretudo devido à escolha musical, que literalmente castigava os ouvidos daqueles mais voltados para o rock - pode ser post, mas continua a ter rock lá pelo meio), eis que finalmente entram em palco os cinco músicos que compõe actualmente os God Is An Astronaut e começam em grande com "Weightless", do último trabalho e que é representativo do melhor que a banda faz. Ao contrário do que se poderia supor pelo estilo de música, mais instropectivo, houve uma grande comunicação por parte da banda, mais concretamente por parte de Jamie Dean e Torsten Kinsella, um dos gémeos embrionários do projeco. Houve inclusivé a tentativa de falar em português que não foi bem sucedida, facto pelo qual Jamie pediu desculpa mais à frente, mas não havia sentimentos maus. Aliás, a banda poderia ter chegado, despejado o alinhamento e ido embora, que tinha o público aos seus pés na mesma. É nesta diferença que reside o segredo do sucesso para um bom espectáculo. Não ter a necessidade de fazer algo por ter o público na mão, mas fazê-lo à mesma porque faz parte da própria natureza da banda.


Oscilando os temas novos entre os clássicos, praticamente não se sentiu diferença entre os vários momentos revisitados de uma carreira discográfica que se iniciou em 2002 e já tem sete trabalhos. Não puderam faltar temas de álbuns como "All Is Violent, All Is Bright" (um dos preferidos da grande maioria dos fãs da banda) e aquele que mais temas viu representados como "Fragile", "Forever Lost", "Fire Flies And Empty Skies", "Suicide By Star" e o tema título. O único álbum que não teve direito a ter uma música tocada foi o terceiro, "Far From Refuge", mas isso nem sequer terá sido notado por todos aqueles que mergulharam completamente no som da banda, música após música. Com o som a beirar a perfeição, tudo correu bem em termos técnicos e nada impediu que as músicas seguissem o curso natural, sair das colunas, passar pelos ouvidos e seguirem directamente para o coração.

A intensidade de músicas como "Exit Dream" (também de "Origins") impressionaram, tanto pela entrega do público como da própria banda, mostrando que ao vivo, a vida que entra pelos ouvidos dentro é bem mais intensa do que simplesmente ouvir o trabalho de estúdio, tornando um evento como este uma celebração que todos os presentes não se importariam de repetir em breve. Como nota não tão positiva apenas o facto de que uma das coisas que sempre caracterizou esta banda ao vivo, foram as imagens que passavam no fundo enquanto a música era tocada. Tal não aconteceu na noite de 9 de Outubro, mas serviu para chegar a uma conclusão: esta é uma banda que não precisa de gimmicks (mesmo que ele seja muito bom, que era o caso) e que faz valer aquilo que realmente interessa, a música. Grande concerto de uma banda que deveria passar mais vezes no nosso país.


Reportagem por Fernando Ferreira
Fotografia por Joana Soares
Agradecimentos: A Turbina