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Para aqueles que não sabiam o que se passava no dia 16 de Março quando passaram em frente à Aula Magna, em Lisboa, talvez tenham ficado espantados por ver tanta gente junta. Afinal é domingo e os meios de comunicação (tirando a M80 que faz parte da lista de apoios ao evento) não anunciaram nada que se pudesse estar a passar na sala de espectáculos. Poderiam ficar admirados em saber que a banda seminal de rock progressivo Camel estava no nosso país e que mesmo sem ninguém saber no que diz respeito à comunicação social, esgotou a Aula Magna por completo, havendo ainda procura de bilhetes pouco antes das portas abrirem.

Seja pelo o álbum em si, grande clássico do rock progressivo, seja pela banda e por tudo o que Andrew Latimer passou, com os seus problemas de saúde quase fatais e que levaram a que a banda tivesse abrandando (ou cessado) a sua actividade em cima dos palcos. Depois do tratamento agressivo de alguns anos de recuperação, Latimer recuperou e retomou aos poucos algum trabalho de estúdio, até que foi anunciado uma mini tour em 2013 por alguns países, com maior incidência no Reino Unido, antes da regravação do álbum clássico "The Snow Goose". Em 2014 foi anunciada uma outra mini-tour, desta feita passando pela Península Ibérica, para sorte de todos os que puderam estar presentes na amena noite de domingo, que pouco depois das oito e meia da noite se tornou ideal para viajar.


Bastou as luzes apagarem-se para que o público português estivesse completamente rendido, antes de ser sido tocada qualquer nota que fosse. O entusiasmo multiplicou-se quando Latimer e os seus quatro companheiros entraram em palco para começar a tocar a mítica obra lançada originalmente em 1975, quase quarenta anos atrás. A sequência "The Great Marsh", "Rhayader" e "Rhayader Goes To Town", as três primeiras músicas, foram ovacionadas como se fosse o final do concerto. Aliás, tomaria muitas bandas ter esta recepção no final dos seus espectáculos, quanto mais no final de três músicas. Um pequeno exemplo da magia que se viveu naquela sala. Com um som irrepreensível e um equilíbrio de mestre entre as novas ideias e aquilo que foi feito originalmente, esta foi uma oportunidade rara para ver uma banda que já não tem nada a provar a ninguém mas que mesmo assim, com o seu amor pela música, ainda tem vitalidade suficiente para se reinventar. O material em questão também é de altíssima qualidade e permite com que lhe seja feita alguma experimentação, com moderação, sem que exista nada que soe fora do sítio.


Quase uma hora depois, a viagem por "The Snow Goose" chega ao final e o público levanta-se por completo para ovacionar mais uma vez a banda britânica que ficou extremamente feliz com a recepção, mostrando essa felicidade por um Latimer com um enorme sorriso no rosto, fazendo questão de agradecer na nossa língua, o que ainda provocou uma maior reacção por parte do público. A banda informou que fariam um pequeno intervalo de quinze minutos e não demorou muito mais do que isso para que voltassem a entrar em palco, percorrendo agora pontos seleccionados da sua carreira, começando com "Never Let Go", do primeiro álbum auto-intitulado de 1973, com uma troca de instrumentos pelos músicos. O baterista, Denis Clement, pegou no seu baixo fretless e tocou na primeira parte da música, enquanto Colin Cass largou o baixo e passou para a viola acústica, tal como Jason Hart, teclista, ficando as teclas seguras apenas por Ton Scherpenzeel. É depois do final desta música que se dirigem ao público pela primeira vez - isto é, além dos agradecimentos da primeira parte.


Continuando a senda por clássicos, seria a vez de visitar mais álbuns clássicos, seguindo-se "Moonmadness", com o tema "Song Within A Song" e de "Breathless", o tema "Echoes" (este tema em estúdio já é o que é, ao vivo é uma coisa do outro mundo). Os níveis emocionais subiram em muito com "The Hour Candle (A Song For My Father)", como o próprio nome pode indicar, onde Latimer teve simplesmente brilhante, provando que além de ser um compositor fora de série, também é um grande guitarrista, fazendo a sua guitarra chorar e tocando o coração de todos os que a ouviram. Para "Drafted" a banda trocou de posições novamente com Denis Clement no baixo e Colin Bass ficando apenas na voz. Para finalizar o set antes do encore, veio a "Watching The Bobbins", que tem um forte sabor Pink Floyd (era pós-Waters), o épico "Fox Hill" do último álbum de originais, "A Nod And A Wink", com uma introdução divertida por Bass e um dos momentos mais altos da noite, "For Today" do mesmo álbum. Mais uma vez ovacionados de pés por toda a Aula Magna a banda mostrou-se rendida ao público português. 


Saindo do palco apenas por breves minutos, não demorou muito que perante todo o entusiasmo que estava na sala, que voltassem para mais um clássico, neste caso "Lady Fantasy" do mítico "Mirage", segundo álbum de originais. A banda foi apresentada por Latimer que arrecadou aplausos a cada membro que anunciava, sendo que quando terminou e ia para continuar a falar sobre o tema escolhido para encerrar a noite quando Bass interrompe e apresenta - como se precisasse de apresentações - Latimer que recebeu a saudação mais calorosa. Um épico em quase quinze minutos que foi a apoteose mais que justa para uma noite perfeita, onde nada falhou e a verdadeira magia aconteceu. Daquelas coisas que faz confusão como pode passar ao lado do público em geral mas não faz tanta porque a sala estava cheia e quem foi, público mais heterogéneo do que se poderia pensar à primeira, foi amplamente recompensado com um dos concertos de rock progressivo do ano no nosso país. 


Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Ana Carvalho

Agradecimentos: EcosMusicais