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Num dos espaços que mais oferta tem proporcionado aos metalheads nos últimos temos, a República da Música, o Heavy Metal fez-se ouvir em alto e bom som perante uma plateia demasiadamente reduzida, mas relativamente entusiasta. Nada que não seja hábito no nosso país. Desde que uns Grave Digger tocaram para pouco mais de cem pessoas, já acredito em tudo e posso considerar normal a fraca afluência. Independentemente dessa questão mais ou menos lateral, aqueles que se deslocaram à sala de Alvalade puderam assistir a três concertos de muito bom nível e de alta voltagem, provando que o som sagrado está bem de saúde, entre bandas mais experientes e mais recentes que vão mantendo bem viva a chama do espírito old-school. 


Escassos minutos após a hora anunciada, e com importante história no nosso meio, os Alkateya tiveram por missão abrir musicalmente o evento. Como é normal, tiveram um set limitado pelo tempo mas que fez as delícias dos fãs de princípio a fim. Entre vozes que se fizeram ouvir em temas como o fabuloso “Star Riders” (que fechou o concerto com chave de ouro) e o headbang ao ritmo do seu Heavy Metal pujante, o respeito e admiração que a banda pôde sentir foram uma evidência . João Pinto liderou de forma muito especial e capaz, na voz, mas é justo reconhecer o quão bem acompanhado está, lembrando a velha máxima de que “quem sabe nunca esquece”. Palavra de destaque também para Pedro Mendes, no baixo, que é um espectáculo à parte. Quem nunca viu esta lenda ao vivo, nem sabe o que perde, e para muitos a principal actuação da noite estava concluída. A seguir era bónus.



Do outro lado do Oceano Atlântico, mais concretamente dos Estados Unidos, chegaram os Volture, uma banda jovem em idade mas absolutamente capaz de continuar a crescer se mantiver o nível demonstrado nesta noite, até porque sendo jovens não são novatos. Com a interessantíssima proposta “On The Edge” na bagagem, os Volture montaram as suas motas, deram à chave, carregaram no acelerador e disparam a alta velocidade por um caminho de riffs musculados, bem à moda de alguns dos grandes nomes da siderurgia, levando a uma reacção muito positiva do público ao longo de toda a actuação. O som não começou ao melhor nível, com a voz a ouvir-se mal, mas foi ao sítio rapidamente. “Ride the Nite”, “Rulebreaker” ou “Heavy Metal Machine”são boas demonstrações da qualidade que esta banda ofecere, havendo ainda tempo para a cover “Set the Stage Alight”, dos Weapon. Belíssimo ambiente vivido, por ventura o mais intenso da noite.



Já com duas notas altas, os canadianos Cauldron (nascidos das cinzas dos Goat Horn) não teriam vida facilitada na “luta” pelo título de melhor banda do cartaz. Todavia, mesmo ficando a ideia que o ambiente arrefeceu um pouco, o trio deu o que tinha, mostrando porque são uma das bandas revivalistas que mais simpatia reunem, juntamente com nomes como Enforcer, Striker ou Skull Fist. Com três álbuns de estúdio editados, os canadianos tocaram malhas de cada um deles, numa caminhada de riffs e refrões que são atirados contra a nossa memória e lá ficam colados durante dias. Exemplo disso são as tremendas “All or Nothing”, “Burning Fortune”, “Rapid City”, e “Nitebreaker”, a colocarem guitarras imaginárias nas mãos de muitos dos presentes. Pelo meio, uns problemas com o cabo da guitarra interromperam o concerto por breves instantes, tendo sido resolvidos de forma célere. O espectáculo continuava sob a voz aguda de Jason Decay que, a exemplo do que sucedera com os Volture, foi recebendo cerveja de uma plateia altruísta. Mal da hospitalidade portuguesa não podem dizer! Para terminar esta boa noite de Heavy Metal, “Die Hard” dos Venom colocou uma pedra sobre o evento. A Metal Imperium aproveita para saudar a Metalsalliance por continuar a apostar e a arriscar neste tipo de bandas que vão mantendo o Heavy Metal agarrado à vida. Só depende de nós!



Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Joana Soares
Agradecimentos: Metals Alliance