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Os Sepultura, independentemente da fase em que se encontram, são sempre uma banda que arrasta muitos fãs e num país como Portugal, seja pelo carinho natural que temos por alguém que fala a nossa língua, seja pela música que nos marcou durante a nossa vida, isso ainda é mais vincado. Como se isso não bastasse, voltaram ao nosso país com companhia de luxo, em quantidade e sobretudo em qualidade, focando sobretudo o thrash nas suas várias vertentes, com um certo cheirinho a festival, ou pelo menos, algo entre a maratona e o festival.


Começando mais cedo que o habitual devido à quantidade de bandas, pouco passava das 19:30 com um Garage ainda algo vazio que os canadianos Mortillery entraram em palco, não se deixando intimidar com esse facto e deitando para o público presente doses cavalares de thrash metal old school como mandam as regras da década de oitenta. Com um volume estupidamente elevado - cada solo de guitarra parecia ser agulhas a perfurar os ouvidos sem piedade - a banda rapidamente conquistou a atenção de todos os presentes e daqueles que se iam juntando. O foco foi o primeiro álbum de originais, "Murder Death Kill", com o público a absorver bem o som e atitude da banda liderada por Cara McCutchen, uma mulher cheia de garra, perfeita frontwoman. Seis temas que passaram num instante e que foi um bom aquecimento para uma noite que se adivinhava grande.




Após alguma espera, curta, pela mudança de palco, foi a vez dos veteranos Flotsam And Jetsam, eternos ex-banda de Jason Newsteed, entrarem em palco. Com uma carreira muito irregular há mais de vinte anos mas com os dois primeiros álbuns a pertencer à galeria de clássicos do thrash metal, há um certo misto de curiosidade e receio pelo o que poderia vir. A regravação do clássico segundo álbum "No Place For Disgrace" é uma boa desculpa para tentar recapturar a magia de tempos idos e isso foi atingido. Começando com dois temas recentes, que embora não tenham encantado, cumpriram a sua função, foi quando "Hammerhead" e "Iron Tears" que a banda ficou com o público do seu lado. Houve ainda tempo para mais uma visita ao último álbum, com "Gitty Up", mas estava mais que visto que no passado é que reside o sumo de qualidade desta banda norte-americana. Foi com mais uma visita ao álbum "No Place For Disgrace" que o concerto se encerrou, com margem para uma power ballad clássica ("Escape From Within"), também muitíssimo bem recebida, e com "I Live You Die" e "No Place For Disgrace" a fecharem mais uma etapa desta noite de thrash, com o público satisfeito e a banda com a sensação de missão cumprida.



Mais uma pausa, com a ansiedade em crescendo para receber, provavelmente (sempre discutível) a banda mais extrema do cartaz, os Legion Of The Damned. Os holandeses estão de volta ao nosso país, apresentando (e representando) o álbum lançado no início do mês passado, "Ravenous Plague". E é exactamente com uma faixa desse álbum que é lançado o mote, "Mountain Wolves Under a Crescent Moon", com alguns problemas no micro de Maurice Swinkels o que impossibilitou ouvir-se a voz nos primeiros versos da música. Nada que tivesse diminuido o entusiasmo do público pela banda. o frontman foi comunicativo q.b. no início, embora depois tenha entrado no ritmo de debitar malha atrás de malha. A banda focou-se no último álbum, fazendo ocasionais incursões pela sua já considerável discografia e músicas como "Son Of The Jackal" e "Summon All Hate" conviveram muito bem lado-a-lado, provocando muita agitação do incansável público.



A espera final revelou-se aquela que desafiou mais a paciência, com o público cada vez mais ávido por Sepultura, chamando pela banda com sotaque (o que é estranho, fãs portugueses a chamar pelo nome português de uma banda brasileira da forma como se pronuncia em inglês). O primeiro impacto que se teve foi com o som demasiado elevado da bateria. Os problemas evidenciados em Mortillery não se repetiram nas duas bandas seguintes, mas aqui havia a necessidade de baixar um pouco o som da bateria de forma a que a guitarra e baixo se tornassem um pouco mais audíveis. Principalmente a guitarra - já não basta terem perdido uma guitarra em 1996, quanto mais perderem a que sobrou afogada pela bateria. Foi uma questão que foi sendo melhorada ao longo do concerto mas que nunca chegou a níveis satisfatórios. De qualquer forma, este "pequeno" pormenor não impediu que a banda entrasse a matar com faixas mais recentes dos dois últimos álbuns, na figura de "Trauma Of War", "The Vatican" e "Kairos". Caso houvessem suspeitas (que ainda as há) de que Derrick Green não seria a pessoa ideal para os Sepultura, o frontman norte-americano, agora de cabeça rapada, provou naquela noite que é um gigante na sua posição, com um carisma e simpatia de assinalar, não deixando para trás a agressividade que o cargo lhe exige. "Propaganda" foi a primeira incursão pelo passado clássico da banda brasileira, brindada com uma troca a meio de guitarra de Andreas Kisser, mas com a banda a não vacilar e o público a não acusar o toque. Quem se revelou também enorme foi o novato Eloy Casagrande demonstrou estar à altura da herança deixada por Igor Cavalera. Simplesmente irrepreensível - com o volume elevado tornou-se mais fácil dissecar o trabalho da bateria. Do último álbum ainda se teve direito à "Impending Doom", "Manipulation Of Tragedy", "Age Of The Atheist" e a cover "Da Lama Ao Caos" dos Nação Zumbi, intercaladas pela "Convicted In Life" (do "Dante XXI") e "Dusted" (do "Roots"). Uma pequena improvisação à volta das melodias da "Kaiowas" demonstrou que a banda estava a sentir-se em casa, cortesia da recepção por parte do nosso público. Depois de uma "Desperate Cry" recebida em êxtase, Andreas Kisser (que partilhou a comunicação com um público com Green) referiu que no ano passado o álbum "Chaos A.D." fez vinte anos (como o tempo passa rápido), em forma de introdução para a "The Hunt", cover dos New Model Army, que fez parte do alinhamento do álbum.


As incursões ao passado revelaram-se explosivas, da "Inner Self" e "Arise" até às inevitáveis "Territory" e "Refuse/Resist" passando ainda por umas versões relâmpago de "Polícia" (cover dos Titãs) e "Orgasmatron" (dos Motörhead). Para o encore, teve-se direito à "Ratamahatta", que resulta melhor ao vivo do que se esperava e a "Roots Bloody Roots", que é sempre uma boa forma de finalizar os concertos da banda. O público deu tudo o que tinha e a banda correspondeu de igual forma. Um bom exemplo de sinergia de forças que resultou numa grande noite que poderá ter convencido muitos dissidentes do valor desta segunda vida dos Sepultura, que por estas alturas, já tem mais antiguidade que a primeira.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Ana Carvalho
Agradecimentos: Prime Artists