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Uma tarde quente em Lisboa foi o que presenteou os poucos presentes à porta da República da Música antes da abertura das portas, ligeiramente atrasada em cerca quarenta e cinco minutos. 


Com uma plateia quase despida, os Burn Damage iniciaram as hostilidades e hostilidades é o termo certo. Inês é dona de um vozeirão gutural e gritado de impor respeito a qualquer um e "Reborn", o tema título do EP lançado o ano passado,que ainda constitui o seu único lançamento, mostrou isso mesmo. Ao longo de oito temas, alguns novos, a banda tentou fazer movimentar as hostes o máximo que conseguiu, mas era realmente um número reduzido que os assistia. Mesmo assim, antes do último tema, Inês pediu para que o público presente se aproximasse mais do palco de forma a poder ver as caras, pedido satisfeito pelas pessoas presentes. Sem nunca acusar o toque de desmotivação por estar a tocar para poucas pessoas, a banda transpirou e contagiou de forma exemplar. Um bom início.



De seguida, era a vez dos Nuklear Infektion subirem ao palco  e para quem os já os viu ao vivo, já sabe o que esperar: Thrash metal old school sem grandes contemplações. Além de terem de combater o pouco público, tiveram também que combater os problemas de som, nomeadamente numa das guitarras, a cargo de André Monteiro, que estava com um som que não favorecia em nada a mistura final, nem pelos solos que ocasionalmente saiam ao lado - como o próprio admitiu no intervalo numa das músicas, referindo que muitas das músicas eram novas e ainda nem estavam finalizadas. Infelizmente, tal notou-se. De qualquer forma, o entusiasmo foi mais que muito e o incitar ao mosh e circle pit uma constante, mas havia mesmo muitas poucas pessoas para atender ao pedido. "Weapons Of Massive Genocide", "Preachers Of Lies"  e "Progress Holocaust" foram os destaques do EP lançado em 2012, enquanto "Rotten Culture" e "Fated to Die" foram duas boas indicações em relação ao álbum em preparação.



Seguiu-se a maior pausa para preparação do som e valeu bem a pena a espera, já que os Tales For The Unspoken tiveram, de longe, o melhor som da tarde. Com um thrash metal poderoso, a beirar o death metal grande parte das vezes e um portento de técnica, principalmente a nível das guitarras onde ambas deram um espectáculo digno de registo, apesar de algumas falhas no primeiro solo por parte de Miguel Gonçalves na inevitável "Say My Name", um dos pontos altos da actuação do grupo. De assinalar também as constantes referências por parte de Marco Fresco, vocalista, ao apoio que tem de ser dado à cena, o quanto é importante ter uma casa como a República da Música em Lisboa para promover iniciativas como esta. A banda tinha actuado no dia anterior no Metalpoint, no Porto, no lançamento do álbum dos Equaleft e vieram para Lisboa, sem que a sua performance fosse afectada pela falta de descanso, energia ou o quer que seja. 



Para finalizar esta tarde de música de peso de nomes nacionais na República da Música, vieram os Primal Attack e foram aqueles que mais entusiasmo conseguiram arrancar da plateia, que não foi, efectivamente, a plateia que mereciam, no que diz respeito à quantidade, mas a forma como as músicas foram sendo recebida asseguram  as melhores e maiores reacções da tarde. Tal como Marco, dos Tales For The Unspoken, referiu, os Primal Attack têm um grave problema, não dão concertos maus. Este concerto foi mais uma prova disso mesmo. Também houve tempo para a participação de Hugo Andrade dos Switchtense no tema "Despise You All" e embora o som não tenha sido dos melhores, não prejudicou em nada a forma energética como a banda lisboeta agarrou o espectáculo, revelando uma experiência e à vontade assinaláveis e que justificam bem a posição de cabeças-de-cartaz. Uma questão importante referida por Pica a propósito da participação de Hugo foi na forma como as bandas (ou pelo menos algumas) se entre-ajudam, sem competições, sem atritos, tudo em prol de uma cena nacional cada vez mais forte. Esse espírito de união foi bem sentido, apesar do pouco público presente. Resta esperar que continuem a existir mais iniciativas como esta, a lutar pelo o que se acredita.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografias por Tiago Barbas
Agradecimentos: Death Vultures