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Para quem acompanha o underground nacional há alguns anos, a Academia Recreativa de Linda-a-Velha não será, com certeza, um lugar estranho ou desconhecido. Sala esta que já contou com várias actuações de bandas como os Ratos de Porão e que serviu de berço e "casa" para tantas outras bandas do nosso cantinho, ao longo dos anos. Apesar de ter atravessado um período de menor actividade, a pouco e pouco volta a receber eventos para deleite dos locais e de todos os que guardam memórias deste mítico local. Coube à Arcada Studios a organização desta primeira edição do Phoenix Fest, que terminou claramente com saldo positivo, pecando apenas no alargado número de bandas, tendo em conta as condições do local e da organização, e pela fraca qualidade do sistema de som que se verificou na grande maioria das actuações.


A abrir as hostes, por volta das 16h, os jovens Bare Naked Shadows apresentaram o seu Rock leve e pouco original que, apesar de ter sido suficiente para pôr os amigos da banda a mexer, não foi o suficiente para impressionar o resto dos presentes. Claramente no início de carreira, valeu o esforço e iniciativa da Arcada Studios ao dar oportunidade a uma recente banda da zona, mesmo que algo deslocados do resto do cartaz. Havendo ainda tempo para uma versão de Misfits, é clara a necessidade de mais rodagem, ensaios e profissionalismo, assim como alguma inovação na sua sonoridade, que se verificou pouco trabalhada e algo desinteressante.


De seguida, os lisboetas Advogado do Diabo. Começando pelo nome, é clara a influência dos locais Trinta e Um. Com um notório à vontade em cima do palco, apresentaram os seus temas de Punk Rock em português, com várias vozes na plateia a ajudar à coesa e descontraída performance da banda, claramente prejudicada, como anteriormente referido, pela qualidade sonora, tornando quase imperceptível o reportório dos Advogado do Diabo. Contando ainda com participações de Fuck (Jackie D, ex-Grankapo) e Neto (Diabolical Mental State), deram um concerto competente e conseguiram criar um bom ambiente entre os presentes, que já compunham bem a plateia da Academia.


A terceira banda a pisar o palco nesta tarde de sábado foram os Gennoma. Com uma sonoridade com alicerces no Metal Progressivo, mostram apontamentos interessantes, ainda que quase imperceptíveis aos mais desatentos, tendo em conta que foi uma das actuações mais prejudicadas pelo som mal regulado e bastante desiquilibrado. Apesar de instrumental coesos, sente-se no vocalista e frontman o principal ponto fraco desta banda, recorrendo este demasiado à teatralidade e pondo um bocado de parte o controlo vocal e a sua própria performance. Talvez devido à grande dificuldade em interpretar o que saía do PA, o público encarregou-se de improvisar ali um festim de stagedives e crowdsurfing, que acabou por receber mais atenção que a própria actuação dos Gennoma, que acabaram também por embalar nos braços do público.

Já com alguns melhoramentos a nível sonoro, os Wall of Vipers subiram ao palco para apresentar o seu Thrash Metal moderno, em formato de trio. Sendo notória, por vezes, alguma falta de experiência, a actuação deste trio lisboeta fica marcada por alguma dificuldade e incompetência na interacção com o público, mas que se tornou menos relevante tendo em conta o poder que esta banda transmite com apenas três músicos em palco. Com bastante espaço para melhorar e crescer, é, no entanto, um nome a ter em conta no panorama nacional.



De seguida, a elevar a fasquia, os lisboetas The Voynich Code apresentaram o trabalho de estreia "Ignotum", recentemente lançado, sendo esta apenas a segunda apresentação ao vivo desta jovem banda, que conta com membros dos Into the Abyss. É notório o profissionalismo e a seriedade com que encaram e se envolvem neste projecto, desde as próprias composições e arranjos complexos e trabalhados, até à imagem e marketing associados, pensados e executados de forma exímia. Com todo o potencial para se tornar um grande nome além-fronteiras, foram obviamente prejudicados pelo péssimo som do PA, mas conseguiram dar um concerto fenomenal e com uma coesão de notar.


Quase a chegar ao fim, os Diabolical Mental State dispensam apresentações. Das bandas que mais palcos pisou neste último par de anos, poucos são aqueles que ainda não presenciaram o poder deste quinteto de Groove Metal nacional. Com o EP Basic Social Control na calha, os DMS continuam a despejar o seu metal rápido, intrincado e pesado, com apontamentos que vão desde o Thrash ao Hardcore, com a coesão e técnica que poucos têm. Com direito à cover de Biohazard da praxe e às já conhecidas "The Village" ou "Long Way Down", ficamos à espera de novo lançamento desta grande banda nacional.


Para fechar um longo dia, directamente da Margem Sul, os Above The Hate vieram varrer a sala com o seu Hardcore moderno com breakdowns de sobra. Uma semana depois do concerto que assistimos em Alvalade, tínhamos aqui esta banda inserida num cartaz completamente diferente. Souberam e bem agarrar o público, com as grandes malhas do último lançamento Living Under the Sludge, assim como dos mais antigos Day By Day e We Are. Com uma energia e agressividade de notar, vão ganhando cada vez mais rodagem e alargando a sua base de fãs a outros meios.

Texto por Afonso Veiga
Fotografias por Igor Ferreira
Agradecimentos: Arcadia Studios