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Lisboa, mais concretamente o Cais do Sodré, recebeu a primeira edição do festival Sound Bay Fest, que se realizou no espaço Room5, e que contou com bandas sonantes e emergentes no cenário do rock psicadélico nacional e internacional.

Como primeiros convidados, tivemos os portuenses The Japanese Girl que nos trouxeram o seu garage rock com influências entre o psicadélico e o shoegaze. Movidas pela batida cadente que provinha do teclado hipnótico de Corinna Sousa, as guitarras de Emanuel Melo da Cunha e Bruno Sousa desenfreavam ritmos frenéticos, enquanto este último vociferava alguns temas, maioritariamente pertencentes ao trabalho de 2013, "A Tea With Twiggy Kasumi", como é o caso de "You Should Have Switches", "Stop The Clock" ou o sempre tropical e cambaleante "Electrical Impulse". Embora com a tarefa ingrata de serem a primeira banda a animar as hostes, numa sala que se enchia a conta-gotas, havendo ainda muitas pessoas no exterior do espaço, os The Japanese Girl não deixaram o crédito por mãos alheias e entusiasmaram, com uma actuação sólida, bem rockada e merecidamente ovacionada, aqueles que já se encontravam presentes, despertando certamente a curiosidade daqueles que entretanto iam chegando. Um projecto extremamente interessante que impera pela sua originalidade e terá, de certo, mais cartas para dar. Resumindo, um excelente exemplo da boa música alternativa que se faz em território nacional.

Do outro extremo da Península Ibérica, mais propriamente de Barcelona, chegavam-nos, pela primeira vez a Portugal, os 1886, conjunto que praticava um rock psicadélico, fazendo lembrar aquele que eratocado nos anos 60 e 70. A banda entrou forte com o tema "The Seed Of Feed" e nunca mais largou as rédeas de uma actuação enérgica que aqueceu uma sala já mais composta, e que foi presenteada com o último trabalho da banda, nomeadamente "Before The Fog Covers The Mount", lançado no princípio deste ano. Embora desconhecidos da maioria do público, os 1886 deixaram, de facto, uma boa impressão, atendendo ao entusiasmo que os presentes manifestaram a cada tema. Debaixo de uma grande ovação, a banda despediu-se com um "thank you" espanholado e deixou um bom cartão de visita, e para quem acha que em Espanha só existe flamenco e a família Iglesias, engana-se, pois estes rockers são o melhor exemplo da capacidade que os nuestros hermanos também têm de criarem música alternativa, e muito boa, por sinal.

A partir das 22 horas, tivemos mais uma banda portuguesa, desta feita os Stone Dead com o seu stoner rock de atitude punk. Enquanto muitos se recomponham do concerto anterior, já a banda de Alcobaça fazia estremecer as fundações com os primeiros acordes de "Evil Monkey", tema que faz parte do último álbum, "The Stone John Experience", e que foi visitado mais algumas vezes através de "City" ou "Stone John", o que levou, inevitavelmente, o público ao rubro. De maneira sempre coesa, os Stone Dead deram um excelente concerto e são, de certo, uma grande  revelação no panorama nacional, deixando fortes indicações do que este jovem grupo poderá fazer no futuro. Ficamos a aguardar ansiosamente.

Da terra do bom vinho, tivemos seguidamente os franceses Libido Fuzz. A banda de Bordéus que criou uma poção mágica, de seu nome Heavy Psychedelic Boogie, já para não falar na sua estética aristocrata, enfeitiçou os presentes, que provavelmente a desconheciam, com o seu stoner rock. Já com algumas músicas do novo álbum "Kaleido Lumo Age" na bagagem - que será lançado em Maio e curiosamente gravado em Portugal - como é o caso da potente "Oblique Strategies" ou da  vertiginosa "Redemption Of The Bison", a banda arrebatou os espectadores com a sua forte atitude em palco, acabando por ter, no meio de histerismos femininos, um final apoteótico, rasgando-se em elogios ao público e aos organizadores que acertaram na muche, aquando do seu convite, visto que o conjunto francês deu um
concerto memorável.

A banda que se seguia dispensava apresentações, já que estávamos na presença dos Black Bombaim. Numa atmosfera sempre intimista, a banda passeou-se pelos álbuns "Far Out" e "Titans", deixando todos em transe, como já é seu apanágio. Enquanto os corpos dançavam ao som de ritmos hipnotizantes, o trio composto por Ricardo, Tojo e Senra, fustigava os instrumentos numa espiral de acid rock progressivo. Num final bastante aclamado, e depois de uma actuação sistematicamente retumbante, a banda, no seu  jeito enigmático, despediu-se como se apresentou, ou seja, sem uma única palavra. Não é de admirar que os Black Bombaim sejam requisitados para os melhores festivais europeus do género. Estamos perante um projecto cada vez mais maduro e que garante certamente o futuro da música nacional.

Uma das bandas provavelmente mais esperadas da noite dava pelo nome de The Picturebooks, que não desiludiram, antes pelo contrário. O duo alemão, composto por Fynn Grabke na voz e na guitarra e Philipp Mirtschink na bateria, apresentou-nos o seu blues embebido em whisky, folk e peso, muito peso. Isto tudo, imagine-se, só com uma guitarra e uma bateria bem "micada"! O público mostrou-se sempre bastante receptivo e entusiasmado, perante uma poderosa actuação ao som das conhecidas "PCH Diamond" e "Your Kiss Burn Like Fire", ou até dos versos da “The KKK Took My Baby Way”, dos Ramones. Por outro lado, a banda estava visivelmente contente por actuar, pela primeira vez, em Lisboa, apesar de já ter estado em Portugal, no ano passado. Num ambiente eufórico, a banda despediu-se com a vontade de saber mais acerca de Lisboa e com a promessa de regressarem ao nosso país. Este duo, com um álbum na calha desde o princípio do ano, intitulado "Imaginary Horse", é uma grande lufada de ar fresco em relação ao que se faz no velho continente, e é certamente um projecto para se ter em conta.

De volta ao nosso país e referenciados como o nome mais sonante do festival, os californianos Radio Moscow foram recebidos com uma enorme ovação, respondendo com um "It’s good to be back". Desde aí nunca mais pararam, conduzindo o público pelo universo do blues psicadélico, levando-o a entoar temas como “250 miles”, ou "Gypsy Fast Woman" e "Before It Burns", ambos do último trabalho da banda, "Magical Dirt". Consequência disso, os primeiros crowdsurfs da noite! Continuando a todo o gás, os Radio Moscow levavam o público ao êxtase e, tal como os 1886, transportavam-nos, por momentos, até aos célebres anos 60 e 70. A banda terminou a actuação com o tema "No Good Woman" do álbum "Brain Cycles", de 2009, o que foi obviamente aclamado, pairando ainda no ar a vontade, por parte do público, da banda tocar mais temas, apesar desta ter tocado cerca de uma hora. Acima de tudo, a banda deu tudo em palco e quem esteve presente, pode comprovar isso, uma vez que os americanos deram um concerto memorável!

Regressados da sua primeira digressão europeia, onde estiveram em países como Espanha, França, Holanda e Alemanha, os Killimanjaro preparavam-se para dar o último concerto dessa mesma digressão. Para começar, o vocalista e guitarrista José Gomes propôs um quizz, onde quem acertasse no nome da banda, ganhava um prémio, algo que não seria necessário, pois a banda de Barcelos já é bastante conhecida. Quanto ao prémio, acabou por traduzir-se na excelente actuação que este power trio deu, através de temas novos, como também de temas do álbum "Hook", provavelmente um dos melhores do ano passado. Ao som de "Howling" ou "December", o público manifestava-se com moshpits e com muita euforia. Não era para menos. Os Killimanjaro destilavam o seu "heavy-rock" e não davam provas aparentes de estarem cansados, depois de uma digressão de 18 dias e de muitos quilómetros. Depois de uma descarga de energia, de sensivelmente 40 minutos, a banda dava como terminada uma actuação galardoada com uma grande ovação, e despedia-se com o sentido de dever cumprido, provando mais uma vez que é um dos melhores grupos em Portugal a praticar o stoner rock.

A seguir, tínhamos a presença dos irmãos Bird, ou mais concretamente, os Tweak Bird que presentearam os resistentes com o seu heavy rock, ora com pitadas de sludge, ora com pitadas de grunge, mas sempre com muito fuzz. A actuação começou, de certa forma, atribulada com algumas afinações, devaneios e apresentações. Contudo, o público vibrou ao som de um alinhamento composto pelos temas mais famosos da banda, como "People", ou "She Preach". A banda americana apadrinhada pelos The Melvins, acabou por deixar água na boca, já que terminou a actuação abruptamente, não havendo talvez tempo para mais. Apesar de ter sabido a pouco, ficámos com a certeza de estarmos na presença de um projecto extremamente interessante, já com alguns anos, e com a promessa de nos vermos numa próxima oportunidade.

Para último concerto da noite, estava reservada a actuação de Óscar Silva aka Jibóia com a sua batida psicadélica oriental. Pondo agora o rock de parte, o músico brindou os presentes com a sua electrónica ao estilo one man show, munido de um sintetizador e de uma guitarra electrónica, desdobrando-se nos seus trabalhos "Badlav" e "JIBÓIA EP". O público ainda parecia animado e dava um pé de dança ao som de malhas irresistíveis como "Dvapara Yuga", "Treta Yuga", ou "Eingana". Apesar do notório cansaço, o público respondeu com uma boa ovação. O músico despediu-se sem palavras. De qualquer forma, não eram necessárias. A música falou por si. Por último, de salientar a iniciativa da Amazing Events que conseguiu reunir, num único espaço, dez projectos bastante interessantes, inseridos no mesmo género musical. De louvar!

Texto por Bruno Porta Nova
Agradecimentos: Amazing Events