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Os espanhóis Dantalion lançaram recentemente o quinto álbum de originais “Where fear is born” e têm passado despercebidos aqui por terras lusitanas. Para ficarmos a conhecer melhor estes galegos, a Metal Imperium esteve à conversa com a banda.


M.I. – Os Dantalion começaram por ser uma banda de depressive black metal mas o último álbum “Where fear is born” é doom metal. Porquê as frequentes mudanças de estilo?

A nossa ideia inicial era combinar black metal rápido e extremo com as influências melancólicas de black/doom mas, com o passar dos anos, o nosso lado doom tornou-se mais importante na nossa música. Com o último álbum queríamos tocar os temas da maneira mais honesta possível. Hoje em dia estamos mais ligados ao doom metal do que ao black metal, e é por essa razão que o álbum saiu assim.


M.I. – Numa entrevista referiram que “A nossa mudança em direcção à sonoridade death/doom foi aceite pelos fãs e pelos média”. Alteraste o vosso som para apelar a mais fãs e crescer mais como banda?

Não, sinceramente pensamos que o doom metal é um estilo mais pequeno do que o black metal, com menos audiência e, portanto, menos hipóteses de sucesso. Mudamos o nosso estilo porque nos apeteceu. Se a nossa intenção fosse atrair mais pessoal, ter-nos-ia sido mais fácil seguir as pisadas de bandas como Forgotten Tomb ou Shining. Talvez assim conseguíssemos uma audiência maior, mas tal não nos interessa.


M.I. – Tendo em consideração a mudança de estilo, o nome Dantalion ainda encaixa bem na banda?

Claro que sim. Mudamos o logótipo porque achamos que o novo se adequa melhor ao som, mas somos e sempre seremos os Dantalion. Estamos orgulhosos dos nossos álbuns e quando tocamos ao vivo, os novos temas encaixam muito bem com os antigos.


M.I. – O alinhamento da banda mudou com a adição de Andrés na guitarra, David no baixo e Diego na voz. O que é que eles trouxeram para a banda?

Pois, após o lançamento do quarto álbum, metade da banda saiu e o Brais e eu ficamos sozinhos. O Andrés foi o primeiro a juntar-se, depois veio o David e, após uma longa procura, o Diego tornou-se membro também. A adição destes músicos foi fundamental para nos trazerem de volta à vida após a saída dos outros membros. São músicos muito talentosos e pessoas fantásticas que nos ajudaram a seguir em frente. 


M.I. – Estes elementos foram uma lufada de ar fresco para a banda?

Evidentemente. Por exemplo, o Andrés é um excelente guitarrista e o modo dele tocar é diferente do do Brais. Agora a nossa música é mais elaborada no que respeita aos riffs de guitarra. O David é um músico fenomenal que adiciona novas cenas e tem muitas ideias novas para as músicas que toca. O Diego tem um estilo muito próprio e é muito talentoso. A sua voz encaixa perfeitamente no nosso novo estilo.


M.I. – Quanto tempo demorou a escrita e gravação do álbum?

Desde que a banda se formou, temos lançado material novo de dois em dois anos. Não temos tocado muito ao vivo, portanto dedicamo-nos à escrita. Começamos a compor temas novos mal acabamos de lançar o álbum de 2012. Contudo, com todas as mudanças no alinhamento, ficamos um pouco mais lentos no processo de escrita.


M.I. – Porque escolheram o título “Where fear is born”?

Porque encaixa bem com a capa, o que simplificou a escolha. O medo nasce connosco e o maior medo é a morte. O tema lírico desta vez é esse.


M.I. – O artwork lembra-me “The Exorcist”… foi essa a intenção?

De certo modo, sim. Não estamos a tentar homenagear esse filme mas é verdade que queríamos uma capa que lembrasse cenas de filmes clássicos de terror. Estamos 100% satisfeitos com o resultado. 


M.I. – As gravações decorreram no estúdio do Brais, B2V Studio. Terem o vosso próprio espaço ajudou-vos? 

Claro que sim. Foi excelente não estarmos estrangulados por orçamentos e prazos. Podíamos usar o estúdio quando nos apetecia e isso foi muito bom para a banda. O Brais é um excelente técnico de som, ele já tinha gravado os nossos álbuns anteriores e sabe bem o que está a fazer. Desta vez, ele fez tudo sozinho, desde a gravação até à masterização. O resultado fala por si.


M.I. – A banda considera o novo álbum mais maduro do que os anteriores. Porquê?

Porque, desta vez, decidimos fazer o que nos apetecia sem nos preocuparmos com as reacções do pessoal ou em trespassarmos as barreiras do black metal. No álbum anterior estávamos preocupados com o facto da nossa música ainda ser considerada black metal, queríamos manter as raízes apesar de já estarmos inclinados para o doom metal. Mas agora escrevemos com o coração e, por isso, é que este é o nosso álbum mais maduro.


M.I. – Se tivesses de escolher as dez melhores faixas de Dantalion para apresentar a banda a alguém, quais escolherias e porquê?

Que pergunta difícil! Penso que “Grant me the Eternal Rest” seria a primeira porque é um dos nossos temas mais populares; “When the Ravens fly over me” é outro excelente tema do nosso primeiro álbum; “A corredoira das ánimas” é também muito importante para nós por ser o único tema cuja letra está escrita na nossa língua materna; “Prophecy of Sorrow” também é muito bom por ser um tema muito variado e popular entre os nosso fãs; “Walking to Eternity” é um dos meus temas preferidos, por ser a origem da nossa inclinação para doom metal; “Claws of Pestilence” é muito intenso e foi um dos primeiros a incorporar solos de guitarra; “The End of the Path” também é um tema muito intenso, tal como “Until my Time Comes”. “Raven’s Dawn é muito especial porque foi o único tema que teve direito a vídeo. Finalmente escolheria “Lost in an Old Memory” porque é um dos nossos temas preferidos do novo álbum.


M.I. – O vosso primeiro concerto de 2015 estava programado para o dia 13 de Fevereiro na “La Fábrica de Chocolate”. Como correu?

Infelizmente não podemos tocar nesse dia por causa de problemas de marcação com o local do concerto, por isso foi adiado para o dia 28 de março mas eu magooei-me enquanto preparávamos o espectáculo e tivemos de cancelar. Ainda estamos a aguardar a marcação de uma data para mostrar o novo material e o novo alinhamento.


M.I. – A banda tem trabalhado certinha e lançado novo material de dois em dois anos. Há algum tipo de padrão/lógica ou é pura coincidência?

No lançamento dos três primeiros álbuns foi mera coincidência, mas depois gostamos e tentamos manter o ritmo estável na edição de novo material. Contudo, o próximo álbum será lançado mais tarde porque estamos a começar um novo capítulo para a banda e queremos tocar ao vivo mais assiduamente, portanto o processo de escrita será mais lento.


M.I. – A banda já está a trabalhar em material para o 6.º álbum? O que podemos esperar?

Só temos um tema escrito mas é na onda do último álbum, talvez um pouco mais poderoso. Mas ainda é cedo para dizer, o tempo o dirá.


M.I. – Como é o metal recebido na Galiza? Há muitos espaços para a realização de concertos?

É bem aceite. Temos bandas muito boas na Galiza, especialmente bandas de black metal. Tmbém há muitas salas onde se pode tocar e há uma boa base de fãs de metal. 


M.I. – O que mais te irrita na indústria musical?

O que mais detesto é a atitude gananciosa dos promoteres locais que se querem aproveitar das bandas mais pequenas. Eles querem que faças à borla a abertura de uma banda maior e não te deixam fazer o teste de som antes do concerto. Detesto isso!


M.I. – Li que não ligas ao género, que tocas o que te apetece. Pensas que o que falta na cena metal é as bandas tocarem com o coração?

Penso que tens razão. Nós não fazemos dinheiro com a banda, portanto o mais honesto é mesmo tocar o que nos vai na alma sem nos preocuparmos com o resto. Penso que esta é a maneira correta de fazer as coisas.


M.I. – Os Dantalion são de Vigo, que é muito perto de Portugal. Costumais vir cá a concertos/festivais?

Claro que sim! Como vivemos perto,vamos aí muitas vezes. Eu vou ao SWR todos os anos. Também toquei em Braga com a outra minha banda, Witchfyre, há alguns meses.


M.I. – Já foste contactado por promotores portugueses?

Bem, tocamos no SWR em 2008, aquando do lançamento do nosso segundo álbum. Essa foi a única vez. Gostaríamos muito de tocar em Portugal porque gostamos do país e os metaleiros são muito intensos.


M.I. – A que bandas espanholas devemos prestar atenção?

Temos muito boas bandas, nomeadamente Balmog, Scent of Death, Agónica, Witchfyre, Unreal Overflows, Barbarian Prophecies, Empty, Legacy Of Brutality, Helevorn, Autumnal, Primigenium, Avulsed, Angelus Apatrida.


M.I. – Partilha uma mensagem final com os leitores.

Espero que gostem do nosso novo álbum! Obrigado pela entrevista!


Entrevista por Sónia Fonseca