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Os rapazes finlandeses estão de volta. E é sempre um evento mesmo para que existam muitos que nunca lhes acharam piada ou que tenham achado mas ali por alturas do "Hate Crew Deathroll" tenham ficado algo desencantados - esse maldito álbum para muitos. A questão é que está mais que provado que os rapazes consigam provocar algum tipo de unanimidade, até mesmo por aquilo que se proposeram a tocar no início de carreira - uma espécie de mistura entre power metal e black metal. Esses dias já lá vão e a banda já desvirtuou essas raízes com o passar do tempo, o que por um lado é positivo, porque o beco sem saída criativo era mais que evidente. "Halo Of Blood" foi anunciado como uma espécie de regresso às raízes e embora esse regresso às raízes seja sempre uma ilusão - ninguém pode voltar a ser o que era e ignorar toda a evolução que teve em dez ou quinze anos - o álbum realmente foi dos melhores dos últimos anos da banda e mostrou-os com uma energia e entusiasmo renovado. É essa a premissa e expectativa que temos para este "I Worship Chaos".

Portanto, revisão da matéria: A voz de Laiho não é o que era e a sua abordagem também é diferente. A música não tem tanto foco nos teclados como tinha antes e o que temos hoje em dia é mais death metal melódico do que cruzamento entre power metal com o quer que seja, com os teclados praticamente a ter relevância apenas nos solos e nalguns dos poucos espaços em que as guitarras os deixam respirar. A única preocupação que devemos ter é se as músicas são realmente boas ou não e não nos devemos deixar cegar por detalhes que no final de contas não têm qualquer importância. A debater-se com uma ausência de peso - o guitarrista Roope Latvala, que já estava na banda desde 2003 saiu este ano do grupo - os COB tinham assim mais uma coisa a provar a si próprios e ao mundo. O resultado final é um álbum sólido, tal como "Halo Of Blood" foi. "I Hurt" é uma boa abertura com a intensidade necessária para essa função e uma melodia bem catchy (que até nem estaria desfazada daquilo que uns Cradle Of Filth fariam por volta de 2006).

Variado e dinâmico, a banda apresenta-nos os momentos mais compassados e melódicos com temas como "Morrigan" e "Prayer For The Afflicted", esta última com o seu quê de Hypocrisy. Também a "All For Nothing" se apresenta do lado das mais melódicas. No lado da intensidade temos o tema título furioso; uma "My Bodom (I Am The Only One)" que fica um pouco no meio termo entre a agressividade e o groove melódico e que se revela ideal para ser tocada ao vivo, tal como a "Hold Your Tongue"; uma "Horns" alucinante e "Suicide Bomber" são boas adições ao peso do álbum que finaliza com uma a meio gás "Widdershins". De forma fria e pouco reflectida poderia dizer-se que os Children Of Bodom provam com "I Worship Chaos" que não conseguem voltar atrás por muito que queiram ou os fãs desejem. O que não quer dizer obrigatoriamente que o sítio onde estão agora seja um mau sítio para se estar. A qualidade das músicas prova isso mesmo. Apenas não vão conseguir de forma repetida às expectativas falsas que são levantadas pelo "agora-é-que-vão-voltar-a-fazer-um-"Something-Wild"-outra-vez".

Um bom álbum dos rapazes finlandeses que agradará definitivamente aos seus fãs e que arreliará aqueles que já têm prazer em ser arreliados por tudo aquilo que façam. Comparativamente, não tem tanto impacto como o anterior, mas também tem aqui mais umas músicas com capacidade para suportar o teste do tempo. E isso chega.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira