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"Riding The Storm" é o primeiro álbum do guitarrista Kiko Shred, músico brasileiro que têm aqui um conjunto de temas que, tal como o seu próprio "apelido" sugere, são de puro shred. Já todos sabemos que este tipo de álbuns instrumentais teve o seu pico no final da década de oitenta e que muitos, sabendo o beco sem saída por onde se estavam a enfiar, resolveram começar a colocar músicas com voz de forma a trazer alguma variação. É esse tipo de proposta que "Riding The Storm" nos apresenta. O tema título coloca em evidência todo o seu talento com a guitarra, enquanto "Daemon Dancer" surge com uma voz rouca bem ao estilo hard rock, estilo onde Kiko parece estar completamente à vontade.

O mesmo se pode dizer com o estilo neo-clássico. O início da enigmaticamente entitulada "MICTMR" faz-nos lembrar os momentos mais exibicionistas de Yngwie Malmsteen e embora esse ímpeto aos poucos diminua de intensidade, a presença neo-clássica está sempre presente. O que poderia ser um perigoso lugar comum, o guitarrista transforma numa jam de muito bom gosto e feeling, com um grande (ou vários) solo de guitarra. "Duality" vai na mesma linha mas carrega no peso è na intensidade e também dá bom uso à dinâmica. A voz voltaria na algo power metal melódico (daquele da virada do milénio) "Hands Of Rock". É uma boa música, mas acaba por parecer algo banal, onde o momento de maior interesse é mesmo o solo."Ancient" até pode parecer aborrecida a início mas demonstra uma dinâmica impressionante e mantém o ouvinte colado às colunas durante os seus quase sete minutos, tal como a "In Hoc`Signo Vinces", mostrando que o guitarrista consegue surpreender e ir contra os lugares comuns que a música shred possui.

"Fire Up" é pedal to the metal, sempre a abrir e mais uma demonstração de todo o talento de Kiko. Poderá ser uma frase recorrente, todas as músicas serem demonstrações do talento do guitarrista, mas isso também não quer dizer que este trabalho seja propriamente masturbatório. A técnica encontra um aliado poderoso nas músicas em si, que justificam a sua exibição. "Mamma" é uma balada de fazer chorar as pedras da calçada embora exista uma certa camada de azeite por cima, que pode levar a escorreganços. Ainda assim, é um bom tema, principalmente pelo, claro, inspirado solo. "Mean Metal" encerra o disco e tem um riff bem agressivo, quase thrash, mas que não se concretiza. Se aquele ritmo ameaçador se mantivesse, seria bem interessante. Ainda assim, é um bom tema.

"Riding The Storm" é uma boa estreia de um talentoso músico e embora sofra dos males deste tipo de lançamento (estreias e discos instrumentais onde o foco está na guitarra) vale a pena ser conferido por todos aqueles que gostam de guitarradas valentes. Aqui provocou um vício considerável, soltando uma faixa cantada ou outra...


Nota: 7.5/10

Review por Fernando Ferreira