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Não é, no entanto, o caso de que a voz (ou qualquer outro detalhe) que segura todo o álbum. A música é potente, modernaça e com vários tiques de metalcore, mas ainda assim longe do estigma do estilo. Para já, temos uma guitarra solo cheia de gás que não se mostra envergonhada em aparecer várias vezes durante o álbum – praticamente todas as músicas – o que faz com este seja um trabalho que tem uma forte veia tradicional. E depois não basta ter uma boa voz se não houver nada de valoroso para que a mesma cante. “Consume The Damned”, “The Way We Die” e “Stay Of Execution” são apenas alguns dos exemplos da forma como a voz é bem aproveitada/usada.

Há um incremento de peso mas também um incremento de melodia. É incrível como “Break The Ties”, por exemplo, tem um refrão tão catchy (a voz de Jones também ajuda, lá está) mas não descura em nada o peso. Também existem momentos onde a melodia se chega à frente, aproveitando todo o potencial da voz limpa do vocalista sendo que “Let The Pain Take Hold” é o que chama mais a atenção. Continua a ser um trabalho a apelar ao lado mais mainstream do metal, tanto por incorporar os elementos da moda, como por usar o refrão como arma principal, no entanto, para quem gosta de coisas mais tradicionais, não terá aqui muitas razões de queixa. A banda deu um passo em frente na sua evolução e elevou a fasquia. Agora é a sério.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira