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Os Rebellion nasceram a partir da dissidência de dois ex-membros dos Grave Digger, Uwe Lulis e Tomi Göttlich que criam ficar com os direitos sobre o nome Grave Digger, algo que Chris Boltendahl não permitiu. A banda seguiu a tendência de criar álbuns conceptuais baseada sobre factos (mais ou menos) históricos, tendo tido apenas um desvio à regra com o seu segundo álbum "Born A Rebel". Quase quinze anos desde a formação da banda, os Rebellion estão de volta, agora sem Uwe Lulis, mas com mais um álbum conceptual, desta vez focando a história dos Saxões.

Não nos é possível verificar se há algum rigor histórico já que não tivemos acesso nem ao booklet nem às letras, por isso vamos focar-nos exclusivamente na música. "Irminsul" é o tema que faz as honras da casa e embora não seja bombástico - como a posição de tema inaugural exige - é um tema forte de bom heavy/power alemão. Já "God Of Mercy tem alguma teatralidade que o próprio conceito exige mas nada de muito elaborado. Há uma boa dinâmica entre os temas mais compassados e os mais mexidos o que é o ponto fulcral para este álbum não se tornar mortiço. Assim ao lado do semi frenético "Sahsnotas" temos a acelerada "Take To The Sea" que tem um refrão memorável, levando a outra semi compassada "Hengist".

Esta dinâmica é essencial para que "Wyrd Bið Ful Aræd - The History of the Saxons" seja um bom álbum embora dinâmica não seja nada se não se tiver boas músicas. Talvez não tenhamos aqui doze clássicos do heavy/power metal (nem mesmo do heavy/power alemão) mas é um álbum que não tem como desagradar a quem gosta do género. Mesmo que o heavy metal alemão seja inconfundível e para alguns possa soar todo ao mesmo, este sétimo trabalho ouve-se sem dificuldade e não será difícil voltar algumas vezes no futuro.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira