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Finalmente os Riverside de regresso a Portugal. Após o infeliz azar em 2013 com o seu autocarro que os impediu de comparecer perante uma sala esgotada no Paradise Garage, a banda não teve qualquer problema mecânico e conseguiu à capital para uma noite que se revelou mágica a vários níveis. Começando a horas certas, uma pontualidade que não era habitual ver no Paradise Garage mas que se começa a ver cada vez mais frequentemente, a sala estava algo despida, a meio gás e com uma série de parafernália "extra" que dava ideia de que a noite estava a ser registada para a posteridade. Os primeiros senhores a subir ao palco foram os Lion Shepherd, também polacos, que surpreenderam o público com uma mistura muito própria de rock/metal progressivo com world music. A promover o álbum de estreia, "Hiraeth", esta banda que conta com dois nomes conceituados da cena polaca - Kamil Haidar, vocalista e Mateusz Owczarek, multi-instrumentista que encantou o Paradise Garage com a guitarra e com o alaúde árabe. A banda revelou-se coesa e deixou muitas boas indicações, conquistando certamente mais uns quantos fãs.

Era a vez dos The Sixxis, norte-americanos e donos do som mais acessível da noite. Acessível ou mais próximo do convencional. A debitar um hard'n'heavy potente, foi possível denotar várias influências clássicas no som da banda assim como outros mais modernos. Uma mistura que também conquistou o público presente, principalmente pelo facto de ser mais directo. De qualquer forma, não era a estreia da banda no nosso país, como referiu o vocalista Vladdy Iskhakov quando se referiu ao público, já que acompanharam os The Winery Dogs aquando a visita da banda ao nosso país. Foi um bom aquecimento para o prato principal que após uma rápida mudança de palco fez exaltar de alegria todos os que os aguardavam ha já quatro anos.

Ironicamente, a sala estava longe de estar cheia mas o espaço vago de pessoas foi cheio com magia musical, simpatia e gratidão. Verdeira e sentida gratidão. Começando e acabando com dois temas do último álbum de originais, "Love, Fear And The Time Machine", que faz todo o sentido que comecem e acabem os espectáculos - "Lost (Why Should I Be Frightened By A Hat?" a começar e "Found (The Unexpected Flaw Of Searching)" - a noite de 30 de Outubro contemplou uma viagem pela carreira da talentosa banda polaca, estando o foco nos dois últimos álbuns de originais, com quatro temas representados de cada. Certas músicas já são indispensáveis como as "02 Panic Room" e"Conceiving You" dos já clássicos "Rapid Eye Movement" e "Second Life Syndrome" respectivamente. Este último tema foi cantado de forma arrepiante pelo público - facto referido pelo vocalista Mariusz Duda, sempre bem disposto e com espírito positivo quando referiu que era sempre bom vir a Portugal porque tinha o público a cantar por ele.

As faixas do novo álbum enquadraram-se e fluíram muito bem consolidando aquela que foi uma actuação irrepreensível de uma das maiores bandas de rock/metal progressivo da actualidade, que tem um dom único não só para fazer grandes músicas mas para lhes dar vida de forma única em cima do palco, aliando a uma simpatia infindável e a uma humildade genuína - incrível a quantidade de vezes que Mariusz pediu desculpa pelo concerto cancelado em 2013 e agradeceu ao público presente. São detalhes que fazem toda a diferença mas mesmo que não exista sensibilidade para essas questões, a rendição a épicos como os gigantes "Same River" e "Escalator Shrine" ou melodias punjantemente simples como a de "We Got Used To Us" falam sempre mais alta. Repetindo os desejos de Mariusz Duda no final do concerto, esperemos que seja até para o ano que vem e não daqui a dois anos (ou quatro se algum autocarro avariar novamente).


Texto por Fernando Ferreira
Fotografias por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Prime Artists