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O que temos quando juntamos alguns dos nomes mais sonantes da música extrema portuguesa? Obviamente um grande álbum. Com Pedro Pedra (dos Grog) e Hugo Silva (dos Downthroat) nas vozes, Hugo Andremon (nos Grog, Filii Nigrantium Infernalium e Simbiose) e José Marreiros (nos Neoplasmah e Martelo Negro) nas guitarras, Simão Santos (também nos Martelo Negro) no baixo e com Rolando Barros (Grog, Neoplasmah, The Firstborn, entre muitos outros) na bateria. Com uma equipa destas é quase impossível não termos um trabalho vencedor, mesmo sabendo que muitas (demasiadas) das vezes a soma dos talentos individuais não resulta propriamente em trabalhos brilhantes.

Primeira coisa a esclarecer, o que temos aqui é grindcore. Uma forma pouco usual mas ainda assim grindcore. Ao longo de catorze faixas, o ouvinte é transportado para um novo patamar no que ao grindcore diz respeito. Não é dizer que se trata de um trabalho revolucionário - dificilmente se poderia apresentar algo no grindcore que fosse tão original e que ao mesmo tempo se mantivesse fiel às raízes do género. "Where's Your God" apresenta-se como um tema de abertura com potência suficiente para deixar logo os grinders de orelhas em pé pelos seus riffs memoráveis - uma das grandes características deste álbum - e pela impressionante máquina debulhadora que é Rolando Barros atrás do kit de bateria.

A abordagem vocal pelos dois monstros é intocável, dinâmica e brutal como se quer, conjugado com um grande trabalho no departamento das guitarras - "Indecipherable Me" e "I" são apenas dois bons exemplos tanto na parte dos riffs como dos solos. No entanto, o que realmente faz a diferença é o ambiente geral do álbum que faz com que o mesmo se destaque no meio de todas propostas do género. Se pegarmos na última faixa, "The Prophecy - Convulsion Earth", a mesma acaba com uma longa secção de noise/ambient que dura por cerca de dez minutos e que hipnotiza o ouvinte, embora o grinder habitual possa ter a tentação de passar adiante. É um primeiro trabalho que coloca os Di.soul.ved como uma das entidades a seguir dentro da música extrema a nacional. Apesar das catorze faixas, trinta e quatro minutos soa a pouco, mas também no grindcore é melhor as coisas ficarem "short but sweet". Esperemos que seja um projecto/banda para ficar. E que venha daí o segundo volume!


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira