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E dá-lhe doom com alma. Nada mais sombrio que o belo do doom com teclados. Não, não são teclados sinfónicos a apelar ao romantismo. São mesmo daqueles que parece soar como pano de fundo para algum ritual macabro. Caso estejam com dificuldades em entender, ouvir por favor "Apocatastase". Aliás, a dita faixa amanda cá com um ritualismo que a sala onde estamos parece que se enche de fumo e começamos a ver tudo turvo isso. E sim, será sem dúvida sonoridades que apreciarão a sua dose de cannabis para que possa ser melhor aproveitada, embora quem não use de tal substância, poderá começar por aqui que o efeito deverá ser similar.

Mais do que doom ou funeral doom, há por aqui doses consideráveis de psicadelismo que são bem interessantes e que torna aquilo que tinha potencial para ser um aborrecimento algo ao qual se quer voltar a ouvir várias vezes. Embora o interesse verificado na dita faixa não volte, todas as restantes cinco contém os elementos referidos. A "Electric Path" vem num registo mais gritado e angustiante, fazendo o uso da repetição para perpetuar essa mesma angústia. "Skull's River", pelo seu início, é aquilo que se poderia chamar de pós-rock-doom, caso estivessemos interessados em criar um novo estilo e com imaginação (a mais). Move-se lentamente como se fosse um caracol com trezentos metros de largura e cento e cinquenta de largura. Mais uma vez a repetição a ter um papel preponderante.

A finalizar o álbum, duas faixas que funcionam como uma só: "Pétron" e "Bandana" e a resultar de forma perfeita. Uma arrasta-se como se tivesse perdido as pernas numa mina, a outra é cheia de groove, num instrumental que, mais uma vez, faz bom uso da repetição. Faltou referir que "Old Lands", o tema que abre o álbum, é de uma classe rara, a fazer-nos soar a outros tempos mas com um peso desgraçado, uma espécie de prequela para a já referida "Apocastase". Esta estreia é um grande álbum doom, para os seus verdadeiros fãs, já que não existem aqui concessões de qualquer tipo. É doom sujo e arrastado como se quer. Só para voar um bocadinho.


Nota: 8.3/10

Review por Fernando Ferreira