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Fica a ideia de que desde que os Riverside lançaram o disco "Rapid Eye Movement" que se tornaram mais frios, com um ênfase maior na parte progressiva em detrimento da exploração de uma sonoridade de cariz mais melancólica que caracterizou os seus excelentes primeiros dois discos.

No entanto ao ouvir este novo "Love Fear and the Time Machine" chega-se à conclusão de que este poderá ser um novo ponto de viragem para a banda polaca. Estamos na presença de um disco bem mais direto, simples e de certa forma mais frágil. Predicados que resultam num incremento da componente emocional de forma mais vincada, por vezes a fazer lembrar "Second Life Syndrome" (ora atentem por exemplo em "#Addicted" e comparem-na com "Artifical Smile")

Existe em "Love Fear and the Time Machine" claramente uma maior incursão no campo do singer songwritting do que alguma vez existiu num disco de Riverside. Mas se na maioria das bandas de rock progressivo a coisa poderia dar para o torto (Genesis cof cof), quando existe uma voz como a de Mariusz Duda a debitar fantásticas linhas melancólicas como em Afloat ou Time Travellers, então é difícil questionar a escolha da banda em seguir esta direção.

Naturalmente que a fatura a pagar é o decréscimo de exposição dos restantes membros dos Riverside, o que não deixa de ser uma pena quando falamos de músicos tão talentosos como Piotr Kozieradzki, Piotr Grudziński e Michał Łapaj, mas ainda assim aqui e ali vemos bons pormenores seja ao nível dos solos característicos de Grudziński ou das ambiências de Łapaj, afinal de contas a banda não abandonou de vez as suas raízes progressivas.

"Discard Your Fears" por exemplo captura um pouco da complexidade (outrora) típica dos Riverside, mas com um refrão do mais orelhudo que esta banda já escreveu, e quando se pensava que "Towards The Blue Horizon" sería mais uma balada devido ao seu inicio caustico, esta desenvolve-se num crescendo intenso de forma quase inesperada. Ainda assim será porventura "Under de Pillow", o tema que melhor trará à memória os Riverside dos últimos tempos.

Um disco que embora possa não ser do agrado de muita gente, traz uma lufada de ar fresco aos Riverside, e mais que não seja volta a provar anos mais tarde, que estes polacos não são apenas mais uma banda de rock progressivo igual a tantas outras, porque a personalidade do colectivo é enorme, e por vezes é necessário um disco do cariz de "Love Fear and the Time Machine" para nos fazer recordar disso.


Nota: 8.8/10

Review por António Salazar Antunes