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Heavy metal. Bem ou mal, temos hoje em dia a perfeita noção que nunca irá desaparecer. Mesmo contando com as evoluções, aquele clássico (que identificamos sempre à viragem da década de setenta para a década de oitenta) estará sempre presente. Sofreu um pouco com a passagem do mainstream para o underground, mas foi aí onde, mais uma vez, se fortificou, estando agora completamente seguro. E para isso contamos com a bandas como os Blackslash, que têm um nome estranho mas que soa bem.

Oriundos da Alemanha (where else?), a jovem banda chega ao segundo álbum demonstrando todo o seu amor e paixão pelo género, justificando-a com um talento razoável para escrever músicas de qualidade que conseguem capturar o imaginário dos novatos como trazer um saudável espírito de nostalgia ao pessoal da velha guarda. Há muito de Iron Maiden por aqui, principalmente a nível instrumental, sem que exista propriamente uma colagem ou rip-off de qualquer tipo.

Ainda assim, riffs como o de “Rock’n’Roll”, “Lucifer’s Reign” e “Wild Free” remetem imediatamente para aqueles lugares comuns que todos identificam pertencentes ao som sagrado – mesmo quem não gosta – e esse poderá ser o calcanhar de Aquiles da banda, ser um pouco genérico que não consegue surpreender os que são mais sensíveis ao preconceito e possam logo pôr de parte. Por outro lado, assumem sem pudores a sua paixão e se há quem chame isso de falta de originalidade, nós chamamos de coragem. Para fãs de verdadeiro heavy metal.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira