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Metalcore. Djent. Álbum de estreia. Havia necessidade para isto? Pronto, estará o caro leitor a pensar, lá vem o preconceito do costume. E tem razão, tem toda a razão, é preconceito. Com razão de ser, mas preconceito puro. Como diz a sabedoria popular, gato escaldado tem medo de água fria e neste caso, nosso preonceito manifesta-se não quando vemos o nome da banda, não quando vemos o nome do álbum, nem mesmo quando vemos a capa. Manifesta-se mesmo pela entrada do trabalho com um tema como "They Dig / The Devour", que junta no mesmo pacote o que mais de previsível tem o metalcore e djent.

E ficamos logo apresentados. Apesar do trauma, tentamos ao máximo sacudir o preonceito para que sejamos o mais imparciais possível, mas o que nos vai surgindo vai-nos deixando desanimados. E apesar do gosto pessoal de cada um, não é bem isso que está em discussão. O principal problema é que em 2016 isto já soa a velho, a notícias ultrapassadas. Não há um sentido de supresa, nem tanto temos músicas que nos preencham. À primeira audição, porque depois lá nos vão entrando temas como "Conquer All" que até tem argumentos melódicos para que se fique algo na nossa memória. E quem diz esse tema diz outros como tais

Não chega. É preciso mais. É potente, é muito bem produzido, tem intensidade, tem argumentos técnicos de deixar qualquer um de boca aberta, mas é preciso mais, não chega. É preciso músicas, verdadeiras músicas e não um checklist de itens com um visto à frente como se estivessemos a falar da lista das compras e não de música, de arte. Os argumentos técnicos da banda canadiana são realmente promissores e as melhores partes são mesmo quando eles se libertam e partem para algo mais criativo. É pena é que isso aconteça poucas vezes. Temos esperança no futuro.


Nota: 5.5/10

Review por Fernando Ferreira