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O regresso dos Iron Maiden ao nosso país é sempre um evento. Depois de um álbum esmagador que é "The Book Of Souls", ainda mais, mas no dia seguinte a Portugal ter sido campeão da Europa, o sentimento ainda é mais superior. Poderá pensar-se à partida de que se tratam de dois acontecimentos sem relação um entre outro, no entanto, se há uma banda que melhor acolhe as celebrações e vive o futebol essa banda é mesmo Iron Maiden - sem falar de como o heavy metal sempre foi vivido e celebrado nos concertos da mesma forma que os adeptos vivem e vibram o futebol.

O ambiente soube-se logo que ia ser fantástico, conforme o Meo Arena ia enchendo - apesar de não termos a indicação de que esgotou, terá andado bem próximo disso, certamente. Até mesmo a recepção a uma banda sem grande expressão como os The Raven Age se provou fantástica. Não é caso para dizer que o único motivo de interesse da mesma é o facto de ter como um dos guitarristas o filho de Steve Harris (George Harris), mas a realidade é que o som da banda é algo banal, dentro da linha das propostas actuais que temos de novas bandas que misturam o rock e o metal mais moderno, ficando num meio termo que apesar de agradável, não tem capacidade para grandes entusiasmos. 

A banda britânica conseguiu aquilo que se propôs, aquecer a multidão, com energia e atitude. Mais do que isso é difícil, o que nos dá vontade de soltar uma previsão em resposta aquilo que o vocalista, Michael Burrough, disse antes de anunciar a última música: "Espero que um dia tenham o mesmo tipo de entusiasmo por nós" (referindo-se à reacção do público quando disse que de seguida vinham os Maiden) - achamos difícil que isso aconteça, pelo menos enquanto soarem igual a tantas outras bandas. Ainda assim, uma boa primeira parte que só teve algo realmente mau - o som. Sabemos que o Meo Arena vai ter obras para melhorar a acústica e dizemos com toda a força, já vai tarde! No caso dos The Raven Age, a banda estava a tocar com um eco que pareciam que estavam numa catedral, com a mistura entre os vários elementos a soar desequilibrada.

Aquilo que aqueles milhares de fãs queriam ver era mesmo Maiden e assim que se fez ouvir a já tradicional "Doctor, Doctor" dos U.F.O. como introdução, o público todo entrou ao rubro, cantando a música do início ao fim. O início oficial deu-se com uma animação que estava a passar nos dois ecrãs colocados em cada lado do palco (a primeira vez que a banda teve ecrãs no Meo Arena) e que serviu apenas para levar o público ao rubro. Quando a intro de "If Eternity Shoudl Fail" se faz ouvir, era oficial, era real, Iron Maiden estava de regresso ao nosso país perante uma Meo Arena cheio e eufórico. 

O último álbum foi obviamente o destaque da actuação - algo que já é tradição da banda nos últimos anos, tocar pelo menos seis temas do último trabalho, evidenciando sempre a confiança da banda no mesmo, quando poderia muito facilmente tocar apenas uma ou duas e centrar as atenções nos sucessos do passado (os AC-DC já o fazem há pelo menos vinte anos e ninguém se queixa). Os temas escolhidos foram, além do já citado tema de abertura, "Speed Of Light", "Tears Of A Clown" (tema dedicado a Robin Williams), o fantástico "The Red And The Black", o divertido "Death Or Glory" e o tema-título. Não faltaram as incursões pelo passado, algumas surpreendentes que outras. "Children Of The Damned", "Powerslave", "Blood Brothers" e "Wasted Years" (esta última a encerrar o espectáculo) do lado das surpresas enquanto "The Trooper", "Hallowed Be Thy Name", "Fear Of The Dark", "Iron Maiden" e "The Number Of The Beast" já eram esperadas.

Tal como aconteceu com The Raven Age, o som foi péssimo. No início, principalmente em temas como "If Eternity Should Fail" e "The Red And The Black", muito se perdeu devido à cacofonia que se fazia ouvir. Tivemos, no entanto, a sensação de que o mesmo foi melhorando conforme o espectáculo ia avançando - ou isso ou fomos nós que nos fomos habituando - de qualquer forma, continua a ser um sítio misterioso para se ouvir metal. Ou corre bem ou corre mal, neste caso, considerando o valor do bilhete, poderia ou deveria ter corrido bem melhor. Ainda assim, foi uma noite mágica, com os ecos da vitória futebolistica do dia anterior a contagiar a festa dos Maiden, facto que Bruce Dickinson bem salientou nas diversas intervenções que teve. A energia que o público transmitiu à banda foi única e a resposta foi um concerto fulgurante de uma banda com mais de quarenta anos - uma lição para tantos novos talentos que julgam ter o rei na barriga.

No final, ainda assim, apesar de todas as emoções fortes, ficou a saber a pouco. Seria furar os planos da banda, mas um segundo encore era muito bem vindo, principalmente pelo barulho ensurdecedor que o público fez até se fazer ouvir a outro da praxe, "Always Look On The Bright Side Of Life" dos Monthy Python". Não sabendo se a banda vai continuar com este nível durante muito mais tempo, aquilo que podemos afirmar é que este foi um dos melhores concertos que a banda deu no nosso país nos últimos anos e sem dúvida, o melhor que deu no palco do Meo Arena. Esperemos que não seja o último.

Reportagem por Fernando Ferreira