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Tarja Turunen, possivelmente a cantora mais emblemática do metal sinfónico, apresentou-se em Portugal no passado dia 4 de Novembro, na Aula Magna, vindo promover o seu mais recente álbum, “The Shadows Self”. A primeira parte do espetáculo esteve a cargo de duas bandas italianas: The Shiver e Sinheresy.  Recorde-se que a última passagem de Tarja no nosso país tinha ocorrido há quase três anos, também na mesma sala. 

Quando os The Shiver entraram em palco, a sala ainda estava a compor-se. Os italianos já contam com mais de uma década de existência e energia não lhes falta. Apesar do estilo musical não estar propriamente ligado ao da artista da noite (a banda intitula o seu género como “Nu Dark Rock”), conseguiram cativar a plateia e que o público cantasse com eles em alguns momentos, como no tema “Into The Darkest Hour”, do seu último registo. Especial destaque para a cover algo inesperada dos Joy Division, “Love Will Tears Us Apart”. A vocalista Federica Faith Sciamanna, que foi particularmente aplaudida aquando dos seus guturais, referiu que esperava que o público estivesse a apreciar o concerto, não sendo um aborrecimento até chegar à artista pela qual todos ansiavam, como por vezes acontece em alguns eventos. Podemos descansá-la, valeu a pena!

De seguida, foi a vez dos Sinheresy mostrarem o que valem (aqui, já com casa cheia). A particularidade desta banda prende-se com o facto de terem dois vocalistas, um homem (Stefano Sain) e uma mulher (Cecilia Petrini), cujas vozes se uniram quase na perfeição (por vezes, a voz de Cecilia era abafada pelo instrumental, mas nada que tivesse afetado a atuação). Mostraram-se bastante entusiasmados por estarem no nosso país pela primeira vez, e até nos presentearam com um novo tema (possivelmente, a fazer parte do novo álbum), “Without A Reason”. O género musical dos Sinheresy já se aproxima mais do sinfónico, embora não tão clássico como a Tarja, e o público aplaudiu com bastante entusiasmo. Terminaram com “Paint The World” e “Temptation Flame”. Uma vez que têm um novo trabalho a lançar para breve, ficaremos a aguardar pela sua promoção no nosso país.

Apesar das boas atuações que as duas bandas italianas apresentaram, era notório que os fãs começavam a ficar cada vez mais ansiosos pela atuação da noite. Levantavam-se, passeavam entre cadeiras, compravam merchandising…Começavam a aparecer mais pessoas que, orgulhosamente, vestiam t-shirts oficiais da cantora finlandesa. 

Um pouco depois das 22h00, eis que entram os músicos que dão suporte a Tarja na presente tour: Kevin Chown (baixo), Christian Kretschmar (teclas), Max Lilja (violoncelo) e Alex Scholpp (guitarra). Desde já, é de referir a competência e presença em palco de cada um, que ajudou a criar uma noite mágica. Mas já lá vamos. Tarja entra de sorriso na cara ao som de “No Bitter End”, do recente “The Shadows Self”. Ao fim da primeira música, já havia quem assistisse ao concerto de pé, nos doutorais. “Boa noite! Estou muito feliz (…) super feliz, obrigada!”, disse Tarja, em português, por estar de regresso ao nosso país. Segue-se “500 miles” e um novo elogio por parte da cantora: “É fácil sorrir com um público como vocês”. Chega a vez de “Eagle Eye” e “Demons In You”, e uma plateia completamente rendida. Em “Lucid Dreamer”, Tarja refere que todos nós temos os nossos momentos mais sombrios, e que este tema foi composto num desses seus momentos. Foi um dos temas mais teatrais da noite, e que certamente levou alguns dos espectadores até aos seus próprios momentos sombrios. Seguiu-se “The Living End” e “Calling From The Wild”, esta última sobre a “Mãe-Natureza”, que nem sempre respeitamos, recorda Tarja. Eis que a cantora sai momentaneamente do palco (tendo ido trocar de roupa), e o público não dá descanso: “I love you!”, ouve-se um pouco por toda a sala. Roupagem nova, temas mais antigos: segue-se um medley de faixas dos Nightwish, para grande agrado da plateia: “Tutankhamen/Ever Dream/ The Riddler/Slaying The Dreamer”. Aqui, os fãs mais antigos de Tarja puderam cantar letras decoradas já há muito tempo. De seguida, a cantora anuncia um momento especial, em formato acústico. Os músicos aproximam-se e juntam-se no centro do palco, para um momento mais intimista. Embora com alguns percalços a nível técnico (que foram ultrapassados), foi um momento único e um dos mais aplaudidos pelo público. Esta performance em acústico foi também um medley que juntou “Until Silence/The Reign/Mystique Voyage/House Of Wax/I Walk Alone”. Seguiu-se “Love To Hate” e “Victim Of Ritual” (nesta última, foi onde os fãs se fizeram ouvir com mais euforia). “Too Many” foi o tema que surgiu antes do encore, onde Tarja refere que, muito embora seja cliché dizê-lo, nunca é tarde para seguirmos os nossos sonhos. Surge o encore (e uma nova roupagem, mais descontraída), no qual foram tocados “Innocence”, “Die Alive” e, por último, “Until My Last Breath”. Ouve-se um último respirar, a atuação termina, mas Tarja parecia não querer sair do palco. Fê-lo após tirar algumas fotografias com a plateia. Do início ao fim, assistimos a uma voz incontornável, mas também a um sorriso acolhedor, como se fizéssemos parte da sua família. Uma vez que Tarja reforçou “o que seria de nós sem música?”, talvez aqui, na música, nos possamos considerar um pouco dela, e ela de nós.

Texto por Sara Delgado
Fotografias por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Prime Artists