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A missa da Páscoa foi este ano antecipada para sábado tendo sido presidida pelos Ghost. A banda sueca de rock ou heavy metal ouviu as preces do público português e escolheu a Sala Tejo do MEO Arena para o seu regresso. Para o início da noite contámos com os Zombi que nos trouxeram o seu rock instrumental.

Do espaço surgiram os Zombi, não para devorarem cérebros, mas sim para transportarem as nossas mentes para outras galáxias sonoras ao ritmo do seu mais recente "Shape Shift", lançado em 2015. Depois de um tímido "olá, we are Zombi", por parte do teclista e baixista Steve Moore, o duo galáctico embarcou numa missão espacial que teve início em "Mission Creep". Apesar de hipnotizado, o público ovacionou sempre a progressão eletrónica dos Zombi que retribuiam somente com acanhados sorrisos, talvez devido à máxima concentração exigida pela sua maquinaria. Salientaram-se ainda temas como "Shadow Hand" ou  "Pillars of the Dawn", antes da banda dar como terminada uma viagem longa de reconhecimento por Lisboa, o que deixou os presentes bastante agradados com este contato de 1º grau.

O público já estava ansioso, e mais ficou quando o ambiente clerical se começou a compor com música a preceito, incenso e, acima de tudo, com movimentações em palco de membros do clero que realizavam as últimas afinações nos instrumentos. Depois disso, o primeiro momento de euforia deu-se aquando da entrada, um a um, dos Nameless Ghoul e culminou com a entrada de Sua Santidade e agora nomeado Papa Emeritus III que entoou os primeiros versos de "Square Hammer". O culto prosseguiu com vários hinos já conhecidos dos fiéis como "From The Pinnacle To The Pit", "Secular Haze" ou "Body And Blood" onde surgiram duas freiras intituladas Sisters of Sin que, ordenadas por Papa Emeritus III, distribuíram hóstias e vinho aos fãs mais próximos do palco. Ou teriam ofertado carne e sangue? Mas o destaque da noite foi inevitavelmente para "Cirice", um dos melhores temas da banda sueca, senão o melhor, deixando as almas presentes em plena adoração. Até final, pudemos escutar mais alguns temas conhecidos, intercalados por um Papa que se revelou bastante comunicativo no seu jeito cortês e lascivo de ser. Quando já todos pensavam tratar-se de um término abrupto, os Ghost regressaram para o encore, onde todos cantaram a uma só voz "Monstrance Clock", glorificando o filho de Lúcifer. Uma noite memorável onde se celebrou o sacrilégio e - nunca é demais referir - a originalidade deste projeto musical. Habemus Concertus! 


Fotografias por Ana Carvalho
Texto por Bruno Porta Nova
Agradecimentos: Prime Artists