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Este foi um dos concertos de rock mais aguardados do ano. “Aero-vederci baby!” é, segundo a banda, a tour europeia na qual se vão despedir dos palcos. Embora a esperança seja a última a morrer (e, felizmente, muitas bandas voltam com a palavra atrás), é um facto de que, muito possivelmente, esta terá sido a última vez que os Aerosmith pisaram um palco nacional. Nesse sentido, a corrida para os bilhetes não tardou a surgir, e mesmo à última da hora eram muitos os que ainda ansiavam por conseguir um lugar de última hora no MEO Arena.

A primeira parte da noite esteve a cargo dos britânicos RavenEye, que fizeram a sua estreia em Portugal. A banda, cujos lançamentos se resumem a um EP, “Breaking Out”, e um primeiro álbum de estúdio, “Nova”, conta apenas com três anos de existência. Não podemos dizer que seja fácil ter a missão de abrir a noite para um evento desta dimensão (pelo que os Aerosmith representam e pela plateia com milhares de pessoas sedentas de boa música), mas os RavenEye fizeram-no sem medo e foram muito bem-sucedidos. 

Durante os quase 45 minutos de atuação, foram criando empatia com o público, que foi reagindo de forma cada vez mais efusiva. E quando menos esperávamos, o vocalista e guitarrista Oli Brown sobe às cavalitas do baixista Aaron Spiers e ambos percorreram o palco desta forma, a tocar guitarra e baixo, respetivamente, como se se tratasse de uma tarefa sem qualquer dificuldade. Destaque para o tema “Hey Hey Yeah”, o mais cantado e aplaudido pelos presentes. Os RavenEye referiram que o público não podia saber o quão felizes estavam por poder partilhar o palco com os Aerosmith, uma das suas bandas preferidas de sempre. Na realidade, só podemos imaginar. Que voltem mais vezes, pois conquistaram o público português. 

Nesta altura, o calor que se fazia sentir era mais que muito. Embora com um público algo dividido (algo visível por uma certa discrepância entre o fim do golden circle e o início da plateia em pé), todos ansiavam pela chegada dos norte-americanos. 


Perto das 22h00, no ecrã gigante que surgiu de suporte à atuação, eis que surgem imagens dos tempos áureos da banda, ao som de “O Fortuna”, de Carl Orff, e o público fica ao rubro. Pouco tempo depois, a banda entra em palco, deixando a música falar: “Let´s Do The Talking” foi a primeira contemplada para uma atuação que durou praticamente duas horas. Steven Tyler entra de óculos escuros, cabelo “ao vento” provocado pelas ventoinhas de suporte e gestos inconfundíveis, mostrando que com quase 70 anos ainda consegue ter carisma para dar e vender.


Seguem-se “Nine Lives” e “Rag Doll”, onde Joe Perry surge a tocar numa lap steel. Depois de cumprimentarem Lisboa, surge o primeiro grande momento com “Livin’ On The Edge”, no qual Tyler percorre o golden circle e permite que alguns fãs cantem no seu microfone. Este momento estendeu-se ao tema seguinte, “Love In An Elevator”, no qual Tyler se deita por momentos no palco, à qual se segue “Falling In Love (Is Hard On The Knees”). Mas o palco não pertence apenas a Tyler, e bem sabemos que Joe Perry, embora com uma pose mais discreta, também encanta. 

Em ”Stop Messin’ Around”, dos Fleetwood Mac, Perry assume os vocais e termina com um solo brilhante atrás das costas. Continuam com um tema da mesma banda, “Oh Well”, onde o guitarrista Brad Whitford e o teclista convidado Buck Johnson merecem também o devido destaque.


Segue-se um momento acústico, no qual Tyler e Perry se sentam lado a lado, apresentando Hangman Jury” e “Seasons of Wither. Esta sequência de temas, embora preparada a rigor e com uma qualidade indubitável, talvez tenha amornecido um pouco a plateia, que já estava claramente desejoso por um tema mais mexido. As coisas voltaram a aquecer com “Sweet Emotion”. Entretanto…”Wait for it”, expressão que Tyler usou algumas vezes: o músico pergunta à plateia se têm algum chapéu. O chapéu surgiu, sim, e veio possivelmente com o tema mais emblemático da banda, e que deixou uma lágrima no canto do olho: “I Don’t Want To Miss A Thing”. 

Regressamos com o tema “Come Together”, dos Beatles, muito bem recebido, seguido de “Eat The Rich” (que culminou com um arroto bastante sentido por parte de Tyler). Antes do encore, chegou-nos a também emblemática “Cryin’”, que colocou muitos braços no ar, e “Dude (Looks Like a Lady)”, uma das mais cantadas pelos fãs. 


Pausa para nos recompormos e, infelizmente, percebermos que o concerto está quase no fim. Muitos temas excelentes ficariam por tocar, esse era um dado adquirido – não é fácil colocar quase cinco décadas de tão bons trabalhos em apenas duas horas. Mas o tema que veio a seguir tinha de ser tocado – sim, o que tem de ser, tem muita força – “Dream On”, que surgiu acompanhada de um piano branco, colocou-nos a sonhar e foi, sem sombra de dúvidas, um dos pontos altos da noite. Em “Mother Popcorn”, original de James Brown, já conseguíamos notar alguns sinais de cansaço na voz de Tyler (também não era para menos…). A noite termina com praticamente todos os braços da plateia no ar, dançando ao som de “Walk This Way”. 

Se esta tiver sido realmente uma despedida, foi em grande. Mas não nos importamos que os Aerosmith dêem uma facadinha nesta despedida e voltem novamente (dá vontade de repetir interminavelmente “dream until your dreams come true”). 


Texto por Sara Delgado
Fotografia por Alexandre Antunes / Everything Is New
Agradecimentos:  Everything Is New